Retrospectiva Xbox Blast: Melhores, piores e os mais ou menos de 2012

Pois é senhores, chegamos ao fim de mais um conturbado ano. Nos principais meios de comunicação do país: Julgamento do mensalão, eleições,... (por Matheus Zanetti em 31/12/2012, via Xbox Blast)


Pois é senhores, chegamos ao fim de mais um conturbado ano. Nos principais meios de comunicação do país: Julgamento do mensalão, eleições, greve, crise econômica. Tudo besteira. Se você quiser saber sobre isso, assista ao especial da rede Globo, nós viemos é falar de videogames. Mais do que isso, Microsoft, especificamente. Acompanhe conosco o epic e o fail de 2012, relembre o que passou e adivinhe o que vai chegar. Anime-se, o apocalipse Maia já passou.

Suzuki causou polêmica com a sua declaração

O início do ano começou com sequências de franquias muito conhecidas do público: The Darkness II, The Witcher II, Ninja Gaiden 3, isso só pra falar os mais vendidos.Entretanto, no início do ano também tivemos muitos azarões. Street Fighter x Tekken foi tão criticado que irá receber uma atualização grátis no início de 2013. Final Fantasy XIII- 2 vendeu tão pouco que até Hisashi Suzuki, ex-presidente da Square Enix, deu seu pitaco:



“A fusão (entre a Square Soft e a Enix) foi um fracasso completo. Não há visão para o futuro.”


Pobre Comandante...
Logo após isso, começaram a surgir boatos de que se a Square Enix não lucrasse no ano que vem, ela iria fechar as portas. Eu acho que isso já seria demais, mas não dá para negar que as consequências seriam drásticas, afinal FF XIII-2 foi o título da franquia principal que menos vendeu na era pós FF VII. A própria fusão entre as duas empresas foi consequência do prejuízo gigantesco causado pelo filme Final Fantasy: The Spirits Within.Ainda falando das “zebras” de 2012, temos o polêmico caso do final de Mass Effect 3. Pois é, os fãs estão cada vez mais exigentes. Tanto que “obrigaram” a Bio Ware a fazer outro final para a série.
Além disso, em 2012, muita coisa aconteceu. O mundo deu muitas voltas. E nessas voltas eu percebi algumas coisas. Pelo menos para o meu ponto de vista, duas coisas ficaram muito claras. Primeiro: Enquanto os jogos de tiro continuarem apresentando a combinação visual cinematográfico + multiplayer megalomaníaco, a fórmula vai vender como água. Se você acompanhou a franquia Call of Duty nos últimos três anos, sabe que o que muda é um refinamento na jogabilidade ou acerto de mira, essas coisas. A essência dos jogos de tiro é a mesma desde Counter Strike, a primeira febre mundial dos FPS. Sabe porque todo ano tem um jogo novo da série? Porque ninguém aguenta o mesmo mapa por 12 meses. E as produtoras sabem disso. Só nesse  fim de ano tivemos Medal of Honor: Warfighter, Call of Duty: Black Ops II e um dos grandes lançamentos do Xbox 360, Halo 4.Segundo: Os jogos indie estão na moda. Mas porque eu não vejo nenhum título “underground” nas prateleiras? Porque jogos indie são de produtoras de pequeno ou médio porte. E uma produtora dessas não tem 100 milhões de dólares para gastar com a publicidade de um jogo, como a Rockstar fez com GTA IV.


Essa é nova galinha dos ovos de ouro da Activision. Em 24 horas o jogo rendeu 500 milhões de dólares.

Para alcançar o sucesso comercial o jogo não precisa ter o “melhor gráfico da geração”, ou ser “diferente de tudo o que você já viu”, apenas ser “bem-feito”. Essa expressão parece ser apenas mais uma enrolação, já que jogos de grandes produtoras nem sempre saem ilesos do crivo dos consumidores. Veja os exemplos de Resident Evil: Operation Raccoon City e até mesmo o novíssimo Assassin’s Creed III. Os dois são frutos das produtoras mais reconhecidas internacionalmente e sofreram duras críticas que colocam a qualidade dos títulos à prova.

Em 2012 a bruxa esteve à solta na Europa, com o agravamento da crise do Euro. Mas ela também tirou uma temporada de férias em alguns estúdios pelo globo. Pelo menos 20 grandes estúdios foram à bancarrota no ano do apocalipse Maia. Desde estúdios menores, como o Monumental Games, até desenvolvedores de grandes blockbusters como a Rockstar Vancouver. Particularmente, o que mais me incomodou foi saber que a Hudson Soft fechou as portas. Oficialmente, a Konami comprou o estúdio e irá realocar os funcionários para outros projetos, mas eu sinto um aperto no coração quando lembro das horas que passei jogando Bomberman no Super Nintendo.
Saindo do lado negro da força, 2012 também foi um ano em que tivemos bons lançamentos sim senhor. O mais delicioso deles, e apelativo também, com certeza foi Lollipop Chainsaw. O jogo tem lá seus deslizes mas a Jessica Nigri faz você esquecer isso fácil. Voce iria contrariar ela?

O jogo com maior fan-service de 2012.

Esse ano também fortaleceu muito a venda dos jogos digitais. Apesar da queda da PSN, que serviu para colocar questões de segurança em voga, as cifras referentes ao serviço só aumentaram em relação ao ano passado. Nesse mês de dezembro, o grande jogo do Video Game Awards foi, para surpresa de muitos, The Walking Dead.Saindo um pouco do X360, há outro grande lançamento da Microsoft que a maioria dos gamers nem ligou tanto. Estou falando do Windows 8. Da plataforma Games for Windows, especificamente.

“E daí? Eu não jogo nem me interesso por nada no PC mesmo...”   Leitor chato apressadinho




Você não joga no PC. Ok. Mas a Microsoft acha que você joga. Ela também acha que você joga no tablet. No smartphone. Na calculadora, até. Para melhorar isso, ela pretende transformar o Windows em sistema no qual você possa integrar todos os seus dispositivos e compartilhar os dados de diferentes jogos entre todos os aparelhos. Exceto quanto à calculadora, eu estava brincando.Essa ideia não é nem de longe inovadora, a Nintendo já tenta fazer isso há tempos. Como eu disse, tenta. Desde a época do GameCube, dá pra contar nos dedos os jogos nos quais essa interação era realmente interessante/útil, o resto era tudo firula. Há somente um fator que difere as duas propostas. As pessoas estão muito mais conectadas hoje do que a cinco anos atrás. Basta apenas as produtoras abraçarem a ideia e começar a desenvolver jogos interessantes. Do que contrário, isso vai ser apenas como o PS Vita. Uma ideia boa que poderia ter sido, mas nunca foi.


Como eu gostaria que isso desse certo...

Já ia me esquecendo que a música mais nojenta e enjoativa de todas chegou ao Kinect. Na forma de DLC, tivemos Gangam Style para Dance Central. Soltamos Genki Dama’s. Até malhamos e fizemos yoga! Só que não.

Sem querer você já está com a música na cabeça

Pois é, 2012 foi um ano para quem teve nervos de aço. Consolidação dos jogos indie, crise de franquias famosas, remakes, estúdios falindo. 2013, arrume-se, porque eu vou lhe usar.
Matheus Zanetti é graduando em Engenharia Elétrica pela UFES. Adora provocar uma discussão sobre qualquer assunto. Sinta-se livre para desafiá-lo numa batalha Pokémon, ou numa partida de Street Fighter. Você também pode combinar uma revanche, no Facebook.
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