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Halo 5: Guardians (XBO): as primeiras impressões de uma obra-prima

Confira o que achamos das primeiras horas de Halo 5: Guardians, o título mais aguardado do ano para o Xbox One.

O mundo dos games vai parar nesta terça-feira, 27/10, para receber o quinto título de uma das séries mais aclamadas da história dos videogames. Muito aguardado pelos proprietários do Xbox One, Halo 5: Guardians chegará com a responsabilidade de manter o altíssimo padrão de qualidade da principal franquia da Micrososft. E em preparação para este que é o lançamento do ano para o Xbox One, nós contamos para você o que achamos das primeiras horas sob o controle de Spartan Locke e Master Chief. Confira:

A caçada começou

Pode ler tranquilo, caro leitor. Evitaremos qualquer tipo de spoiler.
Seguindo os eventos de Halo 4, somos apresentados a um cenário inédito na trama da série. O lendário herói Master Chief, após questionar as suas próprias crenças e deveres depois das grandes perdas do jogo anterior, agora é considerado um desertor. A questão é tão séria que, mesmo colônias humanas sendo dizimadas misteriosamente, um grupo especial comandado por Spartan Locke é enviado para caçar Master Chief e descobrir os motivos de seu desaparecimento.

O jogo gira em torno desse empasse de caçar o Master Chief e descobrir o responsável pela destruição das colônias. E essa dicotomia reflete na estrutura do jogo. De uma lado temos Spartan Locke tentando encontrar o traidor, e do outro temos Chief em busca de respostas e soluções. E sabe o que é o melhor de tudo isso? Que podemos controlar os dois spartanos em suas missões distintas — e épicas.

De tirar o fôlego 

Após várias horas de download dos quase 60 GB do jogo, não esperei mais nenhum minuto para testar esse belezinha. E mal iniciamos, somos apresentados a uma abertura de tirar o fôlego. Os visuais são impressionantes. A textura das armaduras, o realismo da pele e da movimentação dos personagens, os cenários e as tomadas fazem Halo 5 parecer uma super produção de Hollywood.

Se não bastasse todo o esmero da 343 Industries com os visuais, a trilha sonora orquestrada é soberba. E para completar o deleite, o jogo é completamente dublado. E não é uma dublagem qualquer, é uma das melhores que já vi no Xbox One, se não a melhor. Contudo, enquanto assistia maravilhado, pensava: “só deve ser assim nas CGI”. Enganado estava eu.

Após as sequências que fizeram a minha esposa, que passava pelo quarto no momento que eu testava o jogo, perguntar porque eu estava assistindo Star Wars pela milésima vez, tamanha realidade das cenas, assumi o controle de Locke, o comandante do Fireteam Osiris. E para minha surpresa, os visuais do jogo permaneceram estonteantes. Cada detalhe vibrava como se fosse real, por mais difícil que seja imaginar um mundo alienígena.

Comandando um time dos sonhos

Mas nem só de visuais é feito um jogo. Embora eu quisesse ficar observando um pouco mais os cenários, logo na primeira esquina que viro dou de cara com uma horda de inimigos selvagens, atirando e saltando para todos os lados. Foi preciso descobrir os comandos enquanto era atacado por todas as direções. Ainda bem que tudo era muito intuitivo, simples e eficiente.

Correr, saltar, mirar, atirar e desviar são tão simples que parece que já estávamos jogando o título há mais de uma hora. Não tive problemas para me acostumar e rapidamente dominar os controles do jogo, inclusive a propulsão. Os primeiros trechos funcionam muito bem como introdução às funcionalidades do título. Em pouco tempo, você estará criando estratégias de ataque com a sua equipe.

E for falar nos companheiros. Em Halo 5: Guardians, completamos as missões ao lado de mais três amigos. Como o jogo ainda não havia sido lançado quando testei, o modo cooperativo não estava disponível, mas a IA não me deixou na mão nenhuma vez. Nem quando perdia minhas energia e ficava no chão clamando por ajuda.

Após a primeira fase de cair o queixo, o jogo segue a trama, dessa vez sob a ótica do lendário Master Chief. Se já foi impressionante controlar Locke e seus ajudantes, imagine só reencontrar Chief e o Blue Team.

O drama do herói

Logo nos minutos iniciais com o velho protagonista, podemos perceber grandes diferenças no jogo. Antes, com Locke, os cenários eram mais abertos, claros e vibrantes. Além de que o time é bem comunicativo e descontraído. Contudo, sob o comando de Master Chief, o game assume uma postura mais série e desafiante. Os cenários se tornam escuros e fechados, o time se comunica apenas quando necessário e as investidas inimigas são mais pesadas e mortais, deixando tudo mais tenso.

O clima pesado da campanha de Master Chief se completa com a trilha de fundo melancólica e as falas contidas e aparentemente tristes do velho herói. Provavelmente, essas diferenças agradarão a todos os tipo de jogadores, que poderão se identificar com as diferentes propostas. Eu, por sinal, fiquei mais propício para o lado do Master Chief — acredito que a minha história com a série deva ter pesado bastante nessa escolha, da mesma forma que os mais jovens poderão se identificar mais com o primeiro time. De qualquer forma, os dois times são igualmente cativantes.

Independente de qual personagem você estiver controlando, os combates são frenéticos e ininterruptos. Nas primeiras fases que joguei, em nenhum momento você consegue respirar. As batalhas seguem um ritmo frenético, com inimigos surgindo em todas direções e aos montes. O jogo é completamente imersivo e cativante.

Se já não bastasse um modo campanha tão completo, Halo 5 ainda trará dois modos competitivos para os amantes de uma disputa online. No modo Arena, teremos o tradicional 4 x 4, já no modo Zona de Guerra, 24 jogadores e mais diversos inimigos controlados pela IA, irão se enfrentar em campos enormes. Tive a oportunidade de experimentar o modo Zona de Guerra contra outros jornalistas do mundo, e posso garantir que é simplesmente destruidor.

Pronto para a caçada?

Se você já é fã da série, ou acabou de descobrir um dos maiores universos da ficção científica nos videogames, não perca tempo. Halo 5: Guardians será lançado nesta terça-feira, dia 27 de novembro de 2015, e você precisa jogar este jogo. Visuais belíssimos, trilha sonora digna de grandes produções do cinema, dublagem de qualidade, jogabilidade intuitiva e fluída, combates frenéticos, personagens cativantes, uma trama que vai te prender até o fim e modos cooperativos e competitivos que farão você jogá-lo até o dia que Halo 6 chegar, são só alguns dos atrativos que te esperam nesse jogo.

Fiquem atentos, pois a nossa análise completa de Halo 5: Guardians está quase saindo. 
Revisão: Jaime Ninice
Capa: Felipe Araujo
Ítalo Chianca escreve para o Xbox Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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