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Riverport, a cidade marco zero de Quantum Break (XBO/PC)

Conheça o processo de criação da cidade de Riverport e sua relação com o Estado de Massachusetts, no EUA.

A tarefa de criação de um ambiente onde se passa um jogo nunca é fácil. Exige muita pesquisa, elaboração de projetos arquitetônicos e plantas de como se dará a divisão espacial, bem como a integração de todos os elementos que a formam, como casas, comércios, quadras esportivas, universidades, entre outros locais do universo que se almeja criar.




Para sua nova IP, o jogo de ficção científica de tiro em terceira pessoa Quantum Break (XBO/PC), a Remedy decidiu criar a cidade fictícia de Riverport, onde se passam os eventos da trama. Assim como foi na criação de Bright Falls para Alan Wake (X360/PC), a cidade de Riverport toma como base locações reais do EUA.

Massachusetts e uma cidade portuária em ascensão

Em Quantum Break, a cidade de Riverport está localizada no estado de Massachusetts, no EUA. Massachusetts faz divisa com o Oceano Atlântico, a leste de sua localização, portanto, Riverport foi criada como uma cidade portuária, justamente para aproveitar esse potencial do tráfico de navios e economia baseada em exportações marítimas.

Apesar de Massachusetts figurar entre os estados mais ricos e com grande porcentagem da população graduada ou pós-graduada no EUA, Riverport inicialmente era uma pequena cidade que vivia de comércios locais e o fluxo de pessoas proporcionado pela Universidade de Riverport, uma instituição educacional de alto nível que atrai estudantes de todo o país.


A Monarch Solutions, corporação multinacional fundada pelo vilão Paul Serene, é a responsável pelas mudanças políticas, econômicas e sociais de Riverport. Tendo na cidade sua base de operações, a Monarch Solutions trouxe milhares de empregos e milhões de dólares em investimentos em pesquisa e tecnologia.

Diferentemente de um ambiente real, como por exemplo a Chicago de Watch Dogs (Multi), produzido pela Ubisoft, o processo de elaboração de uma cidade fictícia é mais complexo e envolve diversas áreas do conhecimento. Enquanto na reprodução de uma cidade existente, o jogo não precisa se preocupar com os aspectos econômicos, históricos ou políticos; em uma cidade fictícia, todos esses fatores são criados do zero e precisam interagir de forma realista e integrada com o universo em que se coloca.


Ambientação de um jogo é sempre um desafio e não é porque uma produtora recria um ambiente existente que quer dizer que essa tarefa é fácil ou simplificada. Há várias camadas de ilustração e animação envolvidos, jogabilidade que facilite a interação com o ambiente e técnicas de imersão que façam o jogador se sentir como numa cidade real. Riverport se diferencia não apenas por ser uma cidade fictícia de Quantum Break, mas ser abordada de forma completa e que dialoga com a realidade do estado de Massachusetts.

História ficcional e real

Durante as caminhadas por Riverport é possível notar os centros de maior desenvolvimento da cidade, como a área industrial, o Porto Donelly e a histórica Ilhas das Gaivotas. Riverport encontra-se entre uma das cidades mais desenvolvidas do EUA devido sua ligação econômica com a Monarch Solutions, que proporcionou ascensão econômica, social, educacional, profissional e até turística de Riverport.


A contextualização de Riverport dentro do universo de Quantum Break é extremamente bem trabalhada e conectada com a história real de Massachusetts. Por exemplo, na Ilha das Gaivotas é possível encontrar monumentos históricos que remetem a participação de Riverport na Guerra de Independência do EUA, evento que se deu entre 1775 e 1783 na história do EUA.

A recriação artística da cidade é simplesmente linda e coerente com a história de Riverport. Caminhando pela cidade marco zero do acidente com a máquina do tempo de William Joyce, é impossível não se sentir em um município portuário e com uma cultura e população ligada às ações da Monarch Solutions. Há ênfase em cais, pontes, fábricas, indústrias e instituições de pesquisa, o mote de desenvolvimento de Riverport.


Riverport conta uma história através dos locais de missão de Quantum Break. Os ambientes não são criados apenas para serem belos e imersivos, mas cada cenário está ligado a contextualização de Riverport dentro da história do EUA, bem como seu caráter internacional quanto uma multinacional reconhecida além das fronteiras norte-americanas.

Revisão: Ana Krishna Peixoto
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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