Microsoft é processada por quebra de patentes em Sea of Thieves e outros jogos

As empresas Infernal Technologies e Terminal Reality abriram um processo contra a Microsoft por quebra de patente em alguns jogos e solicitam compensação adequada em forma de royalties.

As empresas Infernal Technologies e Terminal Reality abriram um processo contra a Microsoft por quebra de patente em alguns jogos e solicitam compensação adequada em forma de royalties.


As patentes 6,362,822 e 7,061,488 se tratam da engenharia e tecnologia do funcionamento e renderização de sombras e iluminações. Segundo a Terminal Reality - que quase fechou as portas em 2013 -, tais mecânicas foram desenvolvidas enquanto as equipes trabalhavam em seus projetos próprios, tais como Nocturne, Bloodrayne, e The Walking Dead: Survival Instinct. Através destes desenvolvimentos, nasceu o motor Infernal Engine, que até já foi licenciado para outros jogos.

As acusadoras alegam que a Microsoft sempre teve conhecimento dessas patentes, porque - além das partes já terem trabalhado em conjunto em 1995 -, a própria dona do Xbox tentou registrar um motor gráfico parecido no ano de 2005 e não conseguiu justamente pela patente 488. Entre 2007 e 2009 eles fizeram algumas mudanças no projeto para uma nova tentativa, mas novamente foram barrados.

Aí é que entra uma possível manobra: ainda em 2009 a Microsoft teoricamente encerrou a disputa e contratou os serviços da Terminal Reality para realizar um jogo de Star Wars para o Kinect. Porém em determinado instante do andamento do projeto, a gigante do Vale do Silício solicitou e obteve acesso ao código-fonte do Infernal Engine, evento que pode ter sido a gênese desse problema hoje. O Kinect Star Wars foi lançado em 2012 e as coisas continuaram amenizadas.

Capa da versão americana do jogo Kinect Star Wars, publicado pela Microsoft em 2012.


Essa mesma questão de patentes voltou às manchetes em 2016, mas dessa vez com a desenvolvedora Electronic Arts. A EA questionou a validade dos registros, porém o recurso foi rejeitado e a empresa teve mesmo que contratar os serviços da Terminal Reality. Este episódio é apontado no processo contra a Microsoft, sob o conceito de ser devidamente recente e ter garantia jurídica favorável à Terminal. "A Microsoft tinha o conhecimento que essa conduta [...] poderia levar a terceiros executarem um ou mais métodos reivindicativos [...] ou foi intencionalmente cega à possibilidade de que suas ações levariam a uma infração direta.".

Os jogos citados no processo são, não se limitando a: Alan Wake, Crackdown, Crackdown 2, Crackdown 3, Dead Rising 3, Fable Legends, Forza Motorsport 6, Forza Motorsport 7, Gears of War 4, Halo 4, Halo 5: Guardians, Halo: Reach, Kalimba, Ori and the Blind Forest, PlayerUnknown’s Battlegrounds, Quantum Break, ReCore, Rise of the Tomb Raider, Ryse: Son of Rome, Sea of Thieves, State of Decay, e Super Lucky’s Tale.

Note que alguns títulos como Rise of The Tomb Raider não foram desenvolvidos pela Microsoft, mas são mencionados por terem sido distribuídos pela empresa. "A Microsoft desenvolveu, publicou, distribuiu e vendeu os jogos acusados nos Estados Unidos", diz o texto. Por fim, a Terminal solicita acordo com compensação em forma de royalties.

Gunnar Santos escreve para o Xbox Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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