Blast from the Trash

Blast from the Trash: Iron Man (X360)

Num belo dia você vai ao cinema para ver o filme Iron Man , e se impressiona com o que vê. Gosta muito do filme e, ao saber da existência ... (por João Pedro Meireles em 07/12/2012, via Xbox Blast)

Num belo dia você vai ao cinema para ver o filme Iron Man, e se impressiona com o que vê. Gosta muito do filme e, ao saber da existência de um game sobre o longa metragem, resolve comprá-lo para recriar a experiência, que lhe empolgou tanto na grande tela, agora no seu Xbox 360. Grande engano... Iron Man consegue ser um dos piores (e olha que o acervo é bem grande) jogos baseados em blockbusters que existe. Qual seria o motivo de tamanha fracasso ao tentar recriar o filme do herói playboy/gênio/rico/filantropo?

Nem tudo é tão horrível

Ok, nem tudo é tão detestável neste título lançado pela Sega, mas ironicamente, o melhor momento do game é aquele em que você não está jogando.  O sistema de edição das diferentes versões da Mark (a armadura do Homem de Ferro) é bom, e lhe permite, além de melhorar as habilidades da mesma, balancear a força entre os equipamentos escolhidos. Mais velocidade na hora de atirar? Ou aumentar a força dos projéteis? Além disso, é possível, dentro das fases, direcionar a energia que vem do coração de Tony Stark para atributos do mesmo, como velocidade ou força.

De novo?

Repetição é uma palavra perfeita para definir esse jogo. Não raramente, um eufemismo para não dizer sempre, você estará voando pelos ares (é bom dizer que o voo do Homem de Ferro é muito bem feito) atacando inimigos e tanques à distância e desviando de misseis e outros projéteis que lançam contra você. A mecânica em si já é fraca, e é basicamente isso que será feito em todo o jogo, até mesmo em algumas batalhas contra chefes, sendo que, nem todas as armas da Mark (como dito, ponto forte do jogo) são capazes de salvar a experiência.

Destruir tanques é legal... Nas primeiras 5 horas

Mas que droga!

Como se já não bastasse a repetição para estragar a experiência do game, um outro ponto ainda mais grave aterroriza quem se arriscar nele: a dificuldade. Não ache que é só porque você é bom que isso não o atrapalhará, já que a dificuldade do game, se jogado da forma “convencional”, beira a insanidade.  O resultado é que muitas vezes o jogador se verá explorando bugs, em geral ficando atrás de objetos de forma que só seus ataques passem, enquanto os inimigos não o atingem, tornando a experiência do game ainda mais travada.

Se eu morrer eu volto pro checkpoint... ou não?
 Mas caso você seja corajoso e queira seguir jogando como um herói, mais uma péssima notícia: não existem checkpoints durante as fases, ou seja, se o jogador perder todas as vidas, não importando em qual parte dessa ele se encontra, será necessário retomar a mesma desde seu início. O resultado é frustração pura e uma vontade imensa de jogar seu controle contra a parede.

Passe longe

Robert...? É você?
Para completar esse circo de horrores, os gráficos do game são muito fracos, em especial nas cutscenes, (mesmo levando-se em conta sua data de lançamento) e as dublagens são igualmente ruins, o que ofusca totalmente a presença de Robert Downey Jr. e outros atores como seus personagens no filme. Resumindo a história toda? Passe longe desse game, a não ser que você seja muito fã... Não, mesmo sendo um grande fã do Homem de Ferro, não vale a pena nem chegar perto desse título.

 Revisão: Bruno Nominato
João Pedro Meireles é graduando em Engenharia de Computação na UFRGS. Viciado em jogos, em especial Mobas e RTS, passou boa parte da vida jogando-os e pesquisando sobre aqueles que não teve tempo de jogar, o que o levou a virar redator do Xbox Blast.

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