Hands-on

Testamos o cômico e sanguinolento Sunset Overdrive (XBO) na E3 2014

Nossa equipe teve a oportunidade de testar um dos destaques do Xbox One. E gostaram muito do que viram!

Sunset Overdrive (XBO) é incrível! Foi essa a minha reação ao terminar a demo do jogo no estande da Microsoft e ter que largar o controle do Xbox One com muito pesar. Desde o teaser visto na E3 2013, já dava para esperar muito desse jogo. Agora, na E3 2014, Sunset Overdrive finalmente recebeu um vídeo de seu gameplay, deixando todos os que compareceram à conferência da Microsoft babando para testar o game. Nos enfiamos na longa fila para pôr as mãos nesse bizarro jogo e aqui vão as nossas impressões.

Pessoas bizarras contra monstros bizarros

Apesar da interesantíssima proposta de mundo aberto de Sunset Overdrive, a demo que estava disponível era apenas de uma partida multiplayer desse jogo de ação em terceira pessoa. Uma sessão multiplayer por jogador facilitou a fila andar mais rápido obviamente, afinal, imagine o quão ruim seria ter que esperar cada um dos vários e vários jornalistas jogarem o quanto quiserem em um mundo aberto? E, ainda assim, a partida multiplayer serviu muito bem para demonstrar a jogabilidade e os elementos de jogo.
O cenário era noturno, com muito neon e luzes acesas. Era o tipo de ambiente que valoriza o estilo visual colorido e cartunesco de Sunset Overdrive. Cada jogador controlava um personagem pré-definido, sendo que todos eles eram super exagerados e únicos, seguindo bem o estilo do jogo. Todos devíamos trabalhar juntos para impedir a horda de criaturas mutantes de conquistar a nossa base. Um conceito bem básico para um multiplayer, mas que funcionava bem, afinal, nós queríamos mesmo era experimentar a jogabilidade de Sunset Overdrive. Basicamente, era isso: gente estranha versus criaturas horrendas.

Taca tudo e vê o que acontece 

Pela demo, pudemos conferir a premissa principal do jogo: improvisar qualquer tipo de coisa como arma. Dava para atirar coisas muito incomuns, como discos de vinil e fogos de artificio, mas também havia opções clássicas e funcionais, como metralhadoras e lançadores de bombas. Trocar de arma e adequar-se a cada uma delas era muito intuitivo, de forma que experimentar todas elas foi tarefa fácil e divertida. Obviamente, cada uma tem suas vantagens e desvantagens, mas o legal mesmo foi testar as peculiaridades de cada uma.

Prepare-se para o bizzaro
Além disso, também dava para experienciar os movimentos acrobáticos do jogo. Saltar pelos prédios, deslizar em fios e corrimãos, correr pelas paredes... tudo era absolutamente fácil, dependendo apenas de dois botões de ação e um direcional analógico. Parece uma mistura bem fluida do parkour da série Assassin's Creed com as acrobacias de Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance (3DS). Facilmente uma das coisas mais divertidas de se fazer no jogo, sair pulando e correndo por ai é um dos focos do design do jogo, pois os desenvolvedores fizeram carros e outros elementos do cenário funcionarem como trampolins, facilitando que o jogador movimente-se por essas divertidas maneiras.

O resultado disso dificilmente aconteceria no Xbox 360. Há realmente muitas explosões das mais variadas cores, personagens saltando e deslizando pelos cenários e inúmeros monstros mutantes correndo e atacando. Basta ficar alguns segundos parados para presenciar o frenético e divertido caos que é o multiplayer de Sunset Overdrive.

Arrumando as malas para Sunset City

Mesmo sendo apenas uma demo, Sunset Overdrive parece ser um dos melhores jogos do Xbox One e um grande motivo para comprar o console. Depois de uma partida do multiplayer, foi difícil ter que deixar o jogo e partir para outros (mesmo recebendo uma camisa e uma bebida energética temática de cortesia). Só com essa pequena amostra já deu para imaginar com um sorriso no rosto a aventura em mundo aberto e as horas e horas convertidas em multiplayer online.
Edição e revisão: João Pedro Meireles
Capa: Daniel Silva
Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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