Blast from the Past

Blast from the Past: Max Payne (XB)

Em dezembro de 2001 nascia mais uma lenda do mundo dos games, e seu nome era Max Payne, policial fugitivo e sem nada a perder, que acabou se... (por Filipe Salles em 17/08/2012, via Xbox Blast)



Em dezembro de 2001 nascia mais uma lenda do mundo dos games, e seu nome era Max Payne, policial fugitivo e sem nada a perder, que acabou se tornando um personagem de destaque no universo gamer, aclamado pelo público e pela crítica (nota 89 pelo Metacritic), e com duas sequências – Max Payne 2: The Fall of Max Payne (XB) Max Payne 3 (X360) –  foi pioneiro ao introduzir o sistema de bullet time em um jogo visto pela primeira vez na trilogia Matrix, tornando-se o primeiro de muitos jogos a utilizar este sistema. Vamos relembrar como começou a saga do policial mais durão dos videogames?


Eu costumava ser um policial comum...




Não, Max não tomou uma flechada no joelho e se tornou um guarda em alguma cidade aleatória em Skyrim (eu sei que você pensou nessa piada).

Max era um policial comum de Nova Iorque, e depois do expediente ia para casa passar o resto do dia com sua esposa e filha ainda bebê. Só que em uma noite aparentemente normal tudo mudou. Ao chegar em casa, ele encontra sua esposa e filha mortas  por viciados em uma nova droga chamada Valkyr, até então desconhecida.

Três anos após o acontecido, Max investiga o caso junto com seu parceiro Alex, e no momento em que iam flagrar uma negociação envolvendo o Valkyr as coisas não ocorrem como o planejado; seu parceiro é misteriosamente assassinato e Max acaba sendo acusado pela morte. Sem família, caçado pela polícia, pela máfia e por uma grande corporação e sem nada a perder, Max Payne inicia sua trajetória para vingar sua família.

Graphic Novel das boas


O desenrolar da trama de Max Payne se dá através de cutscenes feitas em formato de graphic novels bem ao estilo noir de Sin City (Frank Miller) e V de Vingança (Alan Moore e David Lloyd), só que ao invés de desenhadas, elas foram feitas com atores reais.

A estória do jogo segue uma trama linear e é recheada de reviravoltas, cumprindo com o objetivo de remeter a uma graphic novel, porém, tirando o próprio Max, peca no que se refere a personagens, sendo Mona Sax, uma assassina contratada para matar Max que leva um tiro na cabeça por se recusar a assassinar o protagonista, a única que se destaca um pouco acima dos outros. Contudo, ela reaparece como co-protagonista em Max Payne 2 (XB).

Um dos poucos defeitos de Max Payne é a falta de expressão facial dos personagens do jogo, que é praticamente inexistente. Nem a movimentação da boca durante alguma fala se faz presente, o que prejudica a passagem de profundidade dramática e emocional ao jogador, fazendo com que estes momentos dentro do jogo sejam pouco convincentes e te deixam simplesmente com vontade dar skip e voltar à jogatina, ou morrer de rir a cada vez que a câmera dá zoom no rosto de Max.

Ação, tiroteio e morte... mas com estilo




Sem sombra de dúvidas a parte mais importante deste jogo é a ação frenética que rege a rica trama do policial fugitivo.

Por ser um jogo de tiro em terceira pessoa, não espere ficar em um canto seguro atirando nos seus inimigos. Max Payne é um jogo de movimentação intensa, então a todo momento você estará atirando, correndo, pulando e rodeando os seus inimigos.

Outro fator muito importante a ser frisado é o bom nível de IA (Inteligência Artifical) dos inimigos, que procuram cobertura para não se tornarem alvo fácil e também não saem correndo atrás de você como zumbis enlouquecidos, então, se sua estratégia principal é aparecer pros seus inimigos, sair correndo ou se esconder em algum lugar e esperar que eles venham um a um, recomendo a você que abra um pouco mais o seu leque de estratégias. Porém, o inverso também ocorre: caso você permaneça fora da vista dos inimigos, eles não vão tentar nenhum tipo de estratégia para te tirar de lá.

A grande cereja do bolo de Max Payne foi a introdução do sistema de bullet time pela primeira vez em um game, e é ativado sempre que o botão preto é apertado, fazendo com que o cenário em volta entre em câmera lenta por alguns segundos (vistos pelo medidor de bullet time ao lado do medidor de vida). Admito que quando joguei Max Payne pela primeira vez, eu usava o bullet time a quase todo o tempo e com quaisquer grupos de inimigos que apareciam no jogo, bem semelhante a uma criança que não larga o brinquedo novo. Quem já jogou também está admitindo isso nesse exato momento.

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Curiosidades



  • A versão para PC ganhou dublagem em português tupiniquim, o que era algo bem raro na época;

  • Max Payne ganhou um filme lançado em 2008, estrelado por Mark Wahlberg no papel de Max Payne e Mila Kunis no papel de Mona Sax, mas seguiu a tendência da maioria das adaptações de jogos para filmes e não fez muito sucesso (alguns dirão que era melhor eu nem ter lembrado disto);

  • Max Payne também ganhou versões para GBA, PC, PS2 e recentemente ganhou versões mobile para sistemas Android e iOS;

  • O escritor de Max Payne, Sam Lake, interpreta o próprio Max nas cutscenes feitas em formato de graphic novels.


Se você ainda não jogou Max Payne, saia já de sua caverna e adquira este título e histórico! E para quem já jogou, quais são suas lembranças acerca de um dos jogos de tiro em terceira pessoa mais marcantes de sua geração?


Revisão: Vitor Tibério

Filipe Salles é formado em Administração de Empresas pela UNIGRANRIO, joga videogame desde os quatro anos. Nerd assumido, adora falar sobre cultura geek e videogames, o que o levaram à redação do Xbox Blast e da PlayerTwo. Está no Facebook e Twitter.

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