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Prévia: DmC - Devil May Cry

Desde que a Ninja Theory anunciou DmC: Devil May Cry, um reboot da famosa série, muitos fãs tiveram o temor de que muita coisa mudasse n... (por João Pedro Meireles em 14/12/2012, via Xbox Blast)

Desde que a Ninja Theory anunciou DmC: Devil May Cry, um reboot da famosa série, muitos fãs tiveram o temor de que muita coisa mudasse na franquia da Capcom. Com um estilo renovado, Dante, o grande protagonista, aparece com um visual mais despojado e desprovido dos famosos cabelos brancos, o que gerou mais uma grande onda de críticas. Será, entretanto, que mesmo com as constantes críticas, a Ninja Theory, juntamente com a Capcom, será capaz de lançar um título digno da franquia?

Sem medo de inovar

Se você é um grande fã das aventuras de Dante (em especial se for um mais radical), possivelmente poderá se decepcionar com o título da Ninja Theory. O porquê? A empresa não teve medo algum de inovar, embora não tenha tenha sido capaz de retirar sua essência. Mas caso você tenha a mente mais aberta, ou seja um jogador novo da série, é bom perceber que o novo DmC está a cada demonstração melhor.

Um novo mundo

Logo de cara é possível ver uma das mudanças aplicadas pelo estúdio: o visual. Os cenários sombrios dos antecessores é posto de lado por um mundo ambiente mais psicodélico e cheio de cores vivas, dando ao jogo um toque único, que combina com a movimentação dos cenários ao longo da jogatina. Essa alteração, embora possa desagradar fãs antigos, é uma ação muito válida por parte da Ninja Theory, e no geral o visual impressiona.


Mas não foram só os cenários que sofreram uma drástica mudança no visual. Dante aparece, em sua forma mais jovem, com roupas mais despojadas e sem os famosos cabelos brancos, característica marcante do personagem. É bom dizer,entretanto, que as mudanças não passam muito do caráter visual, e , no fim, Dante continua sendo o mesmo herói irônico e “boca suja” de sempre.

Hora de cortar demônios

Um dos pontos fortes da demo, a jogabilidade, se mostra um grande trunfo do jogo para seu lançamento. Diferentemente dos antecessores, o jogador controlará todas as armas de Dante (foice, machado, espada e as conhecidas pistolas) simultaneamente, alterando-as de acordo com os combos, em uma mecânica fluida e que permite um gama enorme de possibilidades e variações de ataques.


É preciso destacar a qualidade do sistema de combate criado pelo estúdio inglês que, além de frenético, característica mantida dos antigos jogos, apresenta um grau de dificuldade considerável, já que será necessário controlar bem o sistema de variação das armas para conseguir passar pelas, bem difíceis, fases. Outro destaque é como os movimentos de Dante fluem durante o combate, em especial quando são usados os golpes aéreos (grandes responsáveis pela manutenção dos combos mais insanos).

Nunca julgue um livro pela capa

A grande verdade por trás desta história toda é que grande parte dos fãs mais exaltados, responsáveis pela enorme chuva de críticas à Ninja Theory, terão que recolhê-las graças ao excelente trabalho do estúdio. Claro que não se trata de uma cópia fiel dos jogos anteriores, até por se tratar de um reboot, mas DmC: Devil May Cry, manteve características fundamentais dos antecessores, como o combate alucinado e o humor de seu protagonista, e tem tudo para ser uma grande adição à franquia.

DmC: Devil May Cry (X360)
Desenvolvimento: Ninja Theory
Gênero: Ação
Lançamento: 15 de janeiro de 2013
Expectativa: 5/5
Revisão: José Carlos Alves
João Pedro Meireles é graduando em Engenharia de Computação na UFRGS. Viciado em jogos, em especial Mobas e RTS, passou boa parte da vida jogando-os e pesquisando sobre aqueles que não teve tempo de jogar, o que o levou a virar redator do Xbox Blast.

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