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Análise: Confira a aventura do Morcegão na cidade mais perigosa do mundo em Batman: Arkham City (X360)

Enquanto aguardamos ansiosamente pelo novo episódio da franquia do morcegão, Batman: Arkham Origins (X360 ), aproveitamos para relembrar e... (por Filipe Salles em 06/08/2013, via Xbox Blast)

Enquanto aguardamos ansiosamente pelo novo episódio da franquia do morcegão, Batman: Arkham Origins (X360), aproveitamos para relembrar em nossa análise de Batman: Arkham City (X360), o episódio mais recente da franquia lançado em 2011 e provavelmente o jogo que melhor representa as aventuras do homem morcego.

Obs: Esta análise aborda apenas a versão básica do jogo, sem levar em consideração os DLCs lançados.

Trancafiado na cidade mais perigosa do mundo

Arkham City se passa após os eventos de Batman: Arkham Asylum (X360), mostrando um Bruce Wayne engajado em uma luta política para acabar com a nova penitenciária de Gotham City: a cidade Arkham, que ocupa parte do território central da própria Gotham e onde todos os criminosos são obrigados a cumprir sua sentença, não importando qual crime tenham cometido. Para piorar as coisas, o prefeito dá o comando total da prisão ao doutor Hugo Strange e a seu exército pessoal para manter o funcionamento da mesma.

Para a surpresa de um dos playboys mais queridos da cultura pop (não é você, Tony Stark), ele é atacado e capturado pelas forças de Strange, sendo rendido inconsciente e acordando dentro da famigerada prisão, junto aos seus maiores algozes. Caberá a ele assumir seu alter ego e desvendar o mistério que cerca a construção da penitenciária e do que se trata o misterioso Protocolo 10.


História e decadência andando de mãos dadas

Toda a ambientação do jogo é sombria e obscura, como é de se esperar de uma cidade que foi abandonada aos piores marginais de Gotham City. Ao percorrer o mapa de jogo, construções e passagens da antiga cidade podem ser visitadas, como o tribunal de justiça da cidade, estações de metrô e também a antiga sede da polícia da cidade, hoje ocupada por vilões como Duas-Caras e Senhor Frio.

O time artístico da Rocksteady conseguiu traduzir com perfeição em seus gráficos e sons toda a tensão e clima sombrio emitido pelas histórias do Cavaleiro das Trevas. A atenção aos detalhes também é digna de nota, e como um exemplo, podemos citar o figurino dos bandidos comuns, que, além do uniforme de presidiário, usam acessórios (em sua maioria máscaras) que identificam a qual gangue eles pertencem.

Playboy, bilionário, filantropo, detetive, mestre em artes marciais...

Não há como negar: Batman é o herói que possui o maior número de recursos dos quadrinhos. Devido ao seu treinamento, domina diversas artes marciais, e no jogo isso é traduzido com um sistema de combate fluído, ágil e que beneficia o jogador que joga com habilidade, ao invés de apelar para o apertar desenfreado de botões. Além do botão de ataque, que desencadeia combos, o morcegão também utiliza sua capa para atordoar inimigos e assim abaixar suas guardas e também contra atacar, dentre outros. A fluidez do sistema de contra ataque - onde o inimigo atacante pisca na cor vermelha um momento antes de executar o golpe, cabendo ao jogador apertar o botão na hora certa para não sofrer dano - de Arkham City serviu de inspiração para diversos outros títulos, em especial Sleeping Dogs (PS3).


Mas não é só de pancadaria que vive um morcego. Para desvendar os diversos mistérios que permeiam a cidade, o herói também pode ativar o modo detetive, onde sua visão muda e se torna possível notar diferenças sutis no cenário que não podem ser vistas a olho nu, como gotas de sangue espalhadas pelo chão. Este modo também é útil para identificar o número de inimigos que rondam uma sala do jogo, e até mesmo saber se eles estão armados ou não.

Para ajudar a resolver estas charadas (Edward Nigma, eu te odeio), há um arsenal de equipamentos disponível, entre eles o famigerado Batarangue, que também pode ser controlado por controle remoto, granadas congelantes e até mesmo um aparelho que causa mau funcionamento em armas de fogo, acessório esse muito útil quando quiser lidar com seus inimigos de maneira sorrateira.

O cenário a seu favor

Gosta do Charada? Então não jogue Arkham City
Talvez os melhores conselhos que podemos dar nessa análise sejam: abuse da futividade e use o cenário. É importante lembrar que, apesar de cheio de recursos, Batman não possui peito de aço (mas continua sendo muito mais legal que o Super-Homem), e isso significa que caso seja alvejado algumas vezes, é morte certa. E você não quer ver o Coringa ou o Pinguim tirando onda com a sua cara, vai?

Dito isso, a maioria das salas na qual você precisará despachar seus inimigos de forma furtiva contará com diversas formas de serem atravessadas, a mais comum sendo utilizar o gancho para ir de uma gárgula à outra. Além delas, também há grades de tubulação que permitem que percorra uma sala desapercebido para surpreender seus inimigos, mas lembre-se, se eles encontrarem um companheiro desacordado perto de uma dessas grades, eles irão investigá-las, e é melhor que não esteja por perto. Além disso, você também poderá explodir paredes frágeis, causar um curto circuito em painéis de eletricidade, e opções não vão faltar para dar cabo dos bandidos.

Santa replayabilidade Batman!

O maior atrativo de Batman: Arkham City (X360) é a enorme variedade de side quests e colecionáveis que o jogo oferece. Desde colecionar os troféus do Charada ou a caçar outros vilões famosos como Bane e o serial killer Victor Zsasz, a estrada para alcançar os 100% é longa e árdua.

Além do modo principal, também é possível encarar desafios do Charada em um modo próprio, cujos mapas vão sendo desbloqueados à medida que soluciona os enigmas do vilão na campanha principal. Por fim, ao finalizar à campanha, o modo New Game+ é liberado e, apesar de permitir que já comece com todos os equipamentos e combos desbloqueados, oferece um desafio ainda maior. Nosso veredito final é que Batman: Arkham City não apenas representa o universo do super-herói com perfeição, mas também é um dos melhores jogos da geração atual de videogames.

Prós

  • História excelente e cheia de reviravoltas;
  • Mecânica fluída e diversificada;
  • Gotham City e seus personagens estão muito bem representados em todos os sentidos;
  • Missões secundárias, colecionáveis e outros modos de jogo o manterão horas ocupado, mesmo após o término da campanha principal.

Contras

  • Ainda estamos procurando.
Batman: Arkham City - Xbox 360 - Nota: 10

Revisão: Alan Murilo
Capa: Diego Migueis
Filipe Salles é formado em Administração de Empresas pela UNIGRANRIO, joga videogame desde os quatro anos. Nerd assumido, adora falar sobre cultura geek e videogames, o que o levaram à redação do Xbox Blast e da PlayerTwo. Está no Facebook e Twitter.

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