Blast from the Trash

Você sabe como destruir uma série? Então aprenda com o Dino Crisis 3

Quando o Dino Crisis foi lançado para PS , pudemos entender e saber que um game de horror e sobrevivência não tem a necessidade de gir... (por Ramon Oliveira de Souza em 05/01/2014, via Xbox Blast)


Quando o Dino Crisis foi lançado para PS, pudemos entender e saber que um game de horror e sobrevivência não tem a necessidade de girar em torno de zumbis e fantasmas assassinos. Nele, vimos que dinossauros, que na minha opnião são os animais mais incríveis que já existiram, podem sim ser assustadores e altamente perigosos. E como não poderia deixar de ser, o jogo se tornou um sucesso, ganhando até uma continuação para o mesmo console. Com a chegada do Xbox, a Capcom decidiu investir no próximo passo da franquia, criando Dino Crisis 3, jogo que foi exlcusivo para o console da Microsoft, e assim nasceu a pior continuação de um jogo na história dos videogames. Relembre e confira aqui, nesse Blast from the Trash, o que rolou com o catastrófico Dino Crisis 3.


É um pássaro? Um avião? Não! É uma nave espacial cheia de… dinossauros?

Cansada de aniquilar tantos reptéis “loucões” e descobrir segredos obscuros, a protagonista dos dois primeiros games, Regina, não apareceu aqui, sendo o seu “sucessor” o fuzileiro Patrick Tyler, membro da S.O.A.R., que foi enviado junto à sua equipe para uma nave que estava há tempos desaparecida no espaço. Após um acidente intergaláctico, a nave é quase destruída e restou ao nosso novo protagonista ir até ela e resgatar os sobreviventes. Talvez os personagens não tenham lido o título do jogo e se surpreenderam ao encontrar “dinossauros” (sim, entre aspas) lá na nave espacial… mas devo confessar que qualquer um se surpreenderia. Eu mesmo nunca vi um dinossauro em uma espaçonave e isso não foi por falta de oportunidade!

Tyler passa vergonha ao lado de Sonya

Enfim, voltando à história do jogo, Tyler e sua equipe descobrem que aquele lugar está sendo palco de experimentos científicos com DNA de dinossauros e adivinhe o que estão criando ali? Isso mesmo, dinossauros mutantes! Agora temos todo um cenário para um belo survival horror, certo? Bom, creio que não.

A sua reação será a mesma que a do McCoy

Ainda falando da U.N. Ozymandias, a dita nave, vale destacar que ela era dividida em sete setores que dão todo o ar da desgraça ao jogador, sendo eles o Deck, onde fica o acesso a nave, Storage, onde encontrávamos uma espécie de almoxarifado do local, Shaft, local onde ficavam os setores de entretenimento, recreação e lazer da espaçonave, MTHR, setor que abrigava o laboratório enrustido, afinal, se não temos um cientista maluco, não temos história, e , por fim, a Engine, onde se localizava toda a mecânica da nave e base de comandos.

E aqui você terá muito espaço para decepções

Vocês não são dinossauros!

Logo no começo do jogo, eramos apresentados à primeira mutação dos dinossauros, um T-rex que foi batizado como Australis. Além dele, tivemos o desprazer de conhecer também Celbarai, animalzinho carismático com duas cabeças assassinas, derivação do gigantossauro, Kornephoros, réptil quase bípede, que herdou algumas habilidades e caracteristicas fÍsicas da sua “fonte”, o velociraptor, que também serviu de “inspiração cientifica” para o Algol. Como você pode perceber, são poucas as criaturas que encontramos no jogo, o que pode ser uma decepção, ou completamente plauzível, uma vez que pode ter sido difícil levar o DNA de cada um desses dinossauros para fora do planeta Terra, mas, por outro lado, já que estamos viajando (literal e figurativamente), por que não adicionar mais criaturas nessa nave muito louca? Mas agora não adianta chorar o sangue derramado, não é mesmo?

Criaturas que encontramos pelo caminho

Assim como as criaturas, as armas também são escassas. O arsenal dispostotinha apenas duas armas, cada uma com seis tipos de munição, além de poder contar também com um jetpack, que facilitava a vida na hora de aniquilar os inimigos.

“Por favor, humano, atire bem na minha boca e acabe com essa vergonha que estou passando”

Jurassic Spacial Station 

Em relação ao visual, para os consoles da época ele se mostrou mediano, agradando quem está afim de curtir apenas o game e a história maluca que ele passa e podendo desagradar aquele jogador mais crítico. Mas, nos tempos de Xbox, ele conseguiu agradar uma boa parte dos gamers. A câmera continuava no estilo dos outros jogos, mesmo na época em que o estilo FPS estava ganhando cena.

Os cenários metálicos entediavam

A dublagem e a trilha sonora não agradavam  tanto assim, as vezes pareciam até um filme barato de ficção cientifica. As cutscenes ficavam em um meio termo, eram bem feitas em relação à criatividade, mas as vezes pecavam na qualidade gráfica e sonora. E uma das primeiras cutscenes é uma das mais nojentas na história de Dino Crisis, na minha humilde opinião.

Apenas mais um jogo de dinossauros extraterrestres

Dino Crisis 3 mostrou com louvor como destruir uma franquia que tinha tudo para o sucesso e dividiu opiniões no seu lançamento. Há quem diga que o fracasso se deve à pouca popularidade do Xbox, assim como dizem que foi exatamente essa mudança drástica na história que acabou com a série. Se você está pronto para uma decepção, ressuscite esse título e sofra um bocado com o game. E você, leitor que já jogou Dino Crisis 3, o que achou? Conte para nós como foi sua experiência extraterrena!

Mas antes, fica a decepção do grande réptil mutante Godzilla. Ele desaprovou Dino Crisis 3



Revisão: José Carlos Alves
Capa: Wellington Aciolle

Ramon Oliveira de Souza escreve para o Xbox Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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