Analógico

#QuantumBreak1stAnniversary: Quantum Break (XBO/PC) e as teorias de física quântica

Entenda a ciência de Quantum Break.

O jogo de ficção científica de tiro em terceira pessoa Quantum Break (XBO/PC), da Remedy, trabalha viagens no tempo, um subgênero baseado em teorias científicas do campo da física quântica, também conhecida como mecânica quântica. Quantum Break utiliza diversas dessas teorias para estabelecer as leis que regem a viagem no tempo durante o jogo, e neste especial conheceremos as principais teses sobre física quântica que integram o enredo do game, a começar pela própria física quântica.

Viagem no tempo: D’Alembert a Wells

A concepção de viagem no tempo possui suas origens na Europa do século XVIII, com o filósofo francês D’Alembert, e carregava consigo uma aura científica característica das mudanças socioeconômicas do Século das Luzes. Porém, o tema se desenvolveu e se tornou um conhecido gênero literário e cinematográfico graças a obra do escritor britânico H. G. Wells, A Máquina do Tempo, publicada originalmente em 1895, que definiu diretrizes para o então novo subgênero da ficção científica.


Quando a concepção de viagem no tempo surgiu, ela representava o interesse das pessoas daquele tempo pelo futuro. Em um cenário de problemas socioeconômicos, o futuro era a esperança de um mundo melhor, portanto, a maioria das primeiras pesquisas e obras literárias do gênero da viagem no tempo abordavam viagens apenas de ida para o futuro. Contudo, essa visão mudou com mais força a partir da obra de H. G. Wells, no qual o escritor britânico narra a história de um viajante no tempo que utiliza uma máquina para ir e vir do futuro ou passado, apresentando a possibilidade da reversão do tempo.

Em Quantum Break, o principal embate entre o protagonista Jack Joyce e o antagonista Paul Serene é a discussão sobre o tempo ser um ciclo fechado e inalterável ou se há a possibilidade de mudar o passado e o futuro. Para tal, o game se utiliza de grandes nomes da ficção científica para tecer as regras de viagem no tempo, também avançando para o campo da física quântica.


Física Quântica, o Princípio da Incerteza de Heisenberg

Vertente da física clássica, a física quântica foca no estudo dos eventos das camadas atômicas e subatômicas da matéria, como partículas do átomo, moléculas e outros elementos microscópios. Por se tratar de um campo da física muito complexo e repleto de experiências inexplicáveis ou teorias não comprovadas, a física quântica carrega uma aura de misticismo que a tornou muito popular no cenário da ficção científica.

A física quântica originou-se dos estudos do cientista alemão Max Planck, responsável pela Constante de Planck, teoria que afirma que cada átomo só pode trocar pacotes discretos de energia. Entre os considerados fundadores da física quântica também está o físico alemão Albert Einstein, criador da Teoria da Relatividade e o primeiro a usar o termo quantum para designar a Constante de Planck. Portanto, o nome Quantum Break provém da expressão física que se refere a uma unidade indivisível e menor valor de certas grandezas físicas.


Um enunciado criado em 1927 pelo físico teórico alemão Werner Heisenberg representa todo o conceito por trás dos estudos da física quântica. Conhecido como Princípio da Incerteza de Heisenberg, a expressão significa que é impossível ter a certeza simultânea da posição e da velocidade de uma partícula, ou seja, nunca saberemos a exata posição das coisas.

O Princípio da Incerteza é o principal fator das incertezas e inconstâncias das visões do futuro do vilão Paul Serene. Em Quantum Break, o personagem afirma categoricamente que o futuro que ele viu e escolheu não mudará, mas os eventos do jogo levam a outra conclusão: de que é impossível prever o futuro.


Ficção e ciência lado a lado

A ciência de Quantum Break mescla elementos científicos verdadeiros com fundamentos da ficção científica. O jogo trata mais abertamente da questão da viagem no tempo, porém cada ação e reação temporal a esse fenômeno possui bases científicas que aparecem em menor ou maior grau durante o game, em especial na pessoa do cientista William Joyce, personagem responsável pela descoberta do campo Meyer-Joyce.

Revisão: Bruno Alves
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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