Gameplay comentado de South Park: The Stick of Truth na E3 mostra o potencial da série televisiva nos videogames

South Park não foi a série televisiva a receber o melhor tratamento nos videogames, mas a coisa parecia prestes a mudar com The Stick o... (por Rafael Neves em 18/06/2013, via Xbox Blast)


South Park não foi a série televisiva a receber o melhor tratamento nos videogames, mas a coisa parecia prestes a mudar com The Stick of Truth (X360). No entanto, a ideia de um RPG que explorasse todo o vasto e cômico universo do desenho animado pareceu ruir quando a THQ faliu. Felizmente, a Ubisoft comprou os direitos para publicar o jogo e já o deixou disponível na E3 2013. Fomos até o estande da empresa durante o evento na esperança de mergulhar nesse esperado game, mas tudo o que estava disponível era um gameplay comentado. Bom, estamos aqui hoje para contar como foi ver South Park: The Stick of Truth ao vivo pela primeira vez.

Faça a diferença

Sabemos que há versões de South Park: The Stick of Truth para PS3 e PC também, mas a demonstração foi rodada num Xbox 360. Em vez de um FPS como South Park (com versões para N64 e PS1), a desenvolvedora Obsidian Entertainment optou por um RPG para o novo game da série e tratou de chamar a dupla idealizadora dos episódios, Matt Stone e Trey Parker, para garantir a essência do desenho animado. Pelos trailers, podíamos ver que todos os elementos do universo de South Park estariam inclusos, desde itens a personagens, passando por localidades, tribos e piadas. Sim, o mundo da série é vasto e a nossa única preocupação era como tudo iria se organizar em um jogo coeso. Felizmente, o que pudemos assistir nos mostrou que a Obsidian Entertainment não está apenas querendo fazer um jogo com "South Park" no título, mas sim o único tipo de aventura em que você pode usar um vibrador como arma e peidar para destruir seus inimigos.

Esse ano, não tivemos um banner tão grande quanto esse da E3 2012

A história não parece ter mudado desde a última vez que vimos The Stick of Truth. Uma guerra civil entre as crianças se alastra por South Park. Ambos os lados querem o "graveto da verdade", um item mágico (*cof* um graveto qualquer *cof*). E você está bem no olho desse furacão, um novo garoto que parece ser a chave para decidir qual lado irá ganhar. Ficou claro que as decisões do jogador terão papel crucial no desenrolar da trama, então provavelmente a escolha será sua se vai optar por se aliar a Kyle e Stan ou ser mais um capacho de Cartman, assim como Kenny e Butters.

Espadas, escudos, armaduras... e peidos


The Stick of Truth é um RPG nada tradicional. As armas usadas exploram os temas da série, então espere por coisas bem bizarras, como vibradores e isopores cheios de gelo. As habilidades também seguem o mesmo estilo: peidar, xingar e invocar aliados (como Jesus Cristo) são exemplos. E o sistema de batalha pareceu abrigar muito bem esses elementos: é um RPG em turnos, com diversas mecânicas que exploram o timing com os botões à lá Paper Mario (N64). Pelo que vimos, as batalhas parecem muito divertidas. Estranhamente, foi só nessa demonstração reservada que vimos a interface do jogo, com os menus de combate e barras de HP, elementos que as imagens do game não têm mostrado para o público em geral.
Acredite, isso é um campo de batalha. E, em alguns segundos, estará encharcado de sangue!
Foi mostrado também o menu do game, que é basicamente uma página do Facebook com informações do seu personagem. Ganhe batalhas e você ficará mais popular, recebendo assim pedidos de amizade na rede social. É lá também que você poderá editar a aparência do seu personagem, e as opções de customização são bem vastas. Vocês iriam rir se vissem do que fantasiaram o herói na demonstração a que assistimos. Como dito na apresentação, o editor é bem semelhante ao oficial via web, mas com muitas mais customizações possíveis.
Ensopar o inimigo e depois encostar dois fios desencapados. Com certeza, não é brincadeira de criança
Mas também havia passagens de ação e puzzles além das batalhas em turnos. Nesses momentos, derrotar os inimigos não envolvia entrar em uma luta formal, mas explorar elementos do cenário para matá-los (com direito a mutilações mesmo). O único detalhe que me deixou receoso foi o excesso de linearidade na demonstração. Havia muitas cutscenes, e momentos em que o game parecia seguir em trilhos. A batalha final da demonstração, por exemplo, parecia ser totalmente ensaiada. É um problema comum de games baseados em séries de TV, mas esperamos que a versão final consiga superá-lo.

Prepare-se para conhecer uma versão pós-apocalíptica da cidade de South Park... e tudo isso por causa de um graveto?

Beleza tosca, assim como o desenho

South Park pode ter um estilo de arte simplório, mas é nele que reside todo o charme da série. Talvez tenha sido pensando nisso que a Obsidian Entertainment decidiu manter o mesmo estilo, em vez de tentar retratá-lo de outra maneira, assim como alguns fracassados games da série fizeram no passado. E o resultado disso em The Stick of Truth parece ser excepcional! É como estar vivendo um episódio de South Park, com direito a cenários chapados, com fogo como se fosse filmado de verdade, animações toscas e sangue para todo o lado. As dublagens também são as mesmas da TV, o que nos aumenta a imersão, já que vozes como a de Cartman são insubstituíveis.

Quanto tempo mais teremos de esperar para este reflexo virar realidade?

Nossas expectativas por South Park: The Stick of Truth são altas, sobretudo ao assistir à demonstração jogável. É um game que promete, só esperamos que a desenvolvedora continue a almejar um jogo de South Park e não um episódio de South Park em formato jogável

Revisão:  Leonardo Nazareth
Capa: Stefano Genachi
Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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