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Análise: Espanque seus adversários com muito estilo no incrível Killer Instinct (XBO)

Ah, os anos 1990! Considerada a década de ouro dos videogames,  naquela época éramos surpreendi... (por Gabriel Vlatkovic em 15/12/13, via Xbox Blast)


Ah, os anos 1990! Considerada a década de ouro dos videogames,  naquela época éramos surpreendidos com títulos de enorme qualidade sendo lançados a todo momento. A guerra dos consoles também era um tema recorrente, com um embate épico entre o Super Nintendo e o Mega Drive. Contudo, mais uma guerra acontecia: a dos jogos de luta. Divididos entre Street Fighter e Mortal Kombat, os fanboys se digladiavam para provar uns aos outros qual dos títulos era superior. E não é para menos, esses dois os jogos imperavam quando o assunto era multiplayer. Contudo, um novo jogo de luta, da até então desconhecida desenvolvedora britânica Rareware, chegou e fez as pernas de todos os fanboys do mundo tremerem. Como você deve ter sacado no título da matéria, estamos falando de Killer Instinct! 


Vinte anos depois, todos acreditavam que a franquia estava morta, afinal, a Rare foi vendida para a Microsoft e nunca mais lançou títulos de suas franquias mais famosas. Mas na E3 do deste ano fomos surpreendidos com o anúncio do retorno da franquia no lançamento do Xbox One. Desenvolvido pela Double Helix, o jogo é ao mesmo tempo um choque de nostalgia e um convite à nova geração!

Combos, combos e mais combos!

Para quem não sabe, Killer Instinct sempre foi um dos jogos de luta mais técnicos do mercado. Calcado na execução de combos de dezenas de hits, o jogador deve possuir uma excelente coordenação motora e habilidade para que os golpes sejam executados com sucesso e, simplesmente apertar os botões desenfreadamente dificilmente garantirá a sua vitória. Para balancear um pouco a pancadaria, havia um sistema de interrupção de combos, o famoso Combo Breaker, em que o jogador pode interromper combos executando certos comandos no momento certo. Parece complicado? É mesmo!

Retornando aos tempos dos combos de mais de 20 hits!
Sabendo da complexidade do título, a Double Helix tratou de criar um excelente modo de treinamento que ensina os jogadores cada nuance dos controles dos personagens. Em suas mais de 50 lições, o modo Dojo ensina os jogadores a executarem desde comandos simples, como atacar e se defender, até os mais belos e complexos combos que farão qualquer adversário perder boa parte de sua energia (e auto-estima) caso seja vitima de um deles.

Free-to-play?

Com Killer Instinct, a Microsoft decidiu tomar um caminho diferente de comercialização, tornando o jogo gratuito para os usuários do console. Mas não pense que é tão simples assim! A versão gratuita do título conta apenas com um personagem selecionável (Jago), sendo que os outros cinco personagens disponíveis podem ser comprados separadamente. Para quem deseja um pacote mais completo, há duas opções: a primeira delas, que custa 39 reais, oferece os seis personagens selecionáveis, além de mais dois que serão lançados em um futuro próximo e todos os modos de jogo (Dojo, Survival, Versus e Online). O segundo, e mais caro (79 reais) oferece o mesmo conteúdo que o primeiro, mais todas as roupas e acessórios dos personagens, além da versão original do jogo, lançada para Arcade nos anos 90.

É possível destravar os acessórios com pontos recebidos nas lutas
A não ser que você faça muita questão do jogo de Arcade, a versão mais cara não é muito recomendada, já que é possível destravar todas as roupas e acessórios com pontos acumulados durante as partidas, o que torna tudo ainda mais divertido e dá um senso de recompensa maior ao jogador, ainda mais considerando que, curiosamente, o título não conta com um modo Arcade ou Story.

Bem vindo à nova geração!

Killer Instinct pode não ser o jogo mais lindo já visto em todos os tempos, mas seus efeitos de luz e de partículas surpreendem pela qualidade e estilo. Os cenários também são cheios de elementos muito bem modelados e que dão um tom muito elegante ao título. Infelizmente, os personagens são um pouco diferentes dos que conhecíamos há tempos atrás. Apesar de muito detalhados e bem modelados, eles não são tão fiéis aos modelos que conhecíamos no Super Nintendo e nos Arcades. Mesmo assim, os golpes estão retratados com grande fidelidade e é maravilhoso ver a evolução de cada um deles em um console poderoso como o Xbox One. Sobre a trilha sonora, não há o que reclamar. Com batidas mais voltadas ao rock pesado, as composições transmitem o clima violento que o título passa com suas lutas sanguinolentas.

Os gráficos impressionam em muitos momentos!

O retorno do clássico

Killer Instinct marca o retorno de uma das mais queridas séries de lutas de todos os tempos e a única que fez Street Fighter e Mortal Kombat tremerem na base. Com visual repaginado e uma jogabilidade excelente, o título é uma excelente pedida para este início de vida do novo console da Microsoft, ainda mais se considerarmos o seu preço, muito abaixo de outros títulos já disponíveis para compra. O modo Arcade faz falta, mas se espera que ele seja lançado em algum momento no futuro. Agora nos resta torcer para que mais franquias da Rare retornem com força total ao mercado e a empresa deixe de se limitar a criar coletâneas de minigames.

Nostalgia e combos à flor da pele!

Prós

  • O retorno de uma das melhores franquias de luta de todos os tempos;
  • Modo Dojo espetacular;
  • Gráficos lindos;
  • Trilha sonora empolgante;
  • Toneladas de colecionáveis.

C-C-C-C-COMBO BREAKEEER!!!

Contras

  • Falta de um modo Arcade faz o jogo parecer incompleto;
  • Poucos personagens;
  • Mudança do estilo artístico dos personagens pode incomodar os fãs da franquia.


Killer Instinct – Xbox One – Nota 8.5
Revisão: Luigi Santana
Capa: Leonardo Correia 
Gabriel Vlatkovic é economista formado pela Unicamp. Trabalha como Analista de Finanças e joga videogames há quase vinte anos. Adora ouvir música, assistir a filmes e seriados e discutir a Timeline de Zelda. Quando não está trabalhando, está no Facebook.

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