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Análise: Strider (XBLA/X360) traz de volta o herói retalhador Hiryu em grade estilo

Depois de mais de uma década, Strider retorna aos consoles com uma remasterização caprichada

Depois de 14 anos em hiato, a série Strider volta aos consoles de forma triunfante em um jogo remasterizado, revisitando a trama que deu início à série. Hiryu, o mais jovem recruta a atingir o ranking Special A-Class no programa de treinamento Strider, é enviado à cidade de Kazakh. Sua missão: impedir o vilão da história, Grandmaster Meio, de realizar seu objetivo de dominação global e erradicar toda a vida na Terra para construir sua visão utópica do mundo.


Desenvolvido pela Double Helix Games em conjunto com a Capcom, Strider é um jogo de plataforma e exploração, onde é necessário visitar cada canto do mapa para obter todos os upgrades disponíveis. Obviamente, nem todos os caminhos são acessíveis logo no começo, sendo liberados conforme avançamos na história. O jogo traz comandos bem simples e fáceis de se habituar, então mesmo depois de ficar algum tempo sem jogar você provavelmente não vai ter problemas ao retornar.

Hiryu em seu primeiro embate contra um dos chefes do jogo
A cada upgrade conseguido, Hiryu ganha movimentos novos que são ativados com combinações de comandos. Isso pode parecer um pouco confuso no começo, mas uns dez minutinhos de jogatina são mais do que suficientes para se acostumar. É possível escolher a direção em que o herói atacará com a Cypher, a indestrutível arma de plasma de Hiryu, utilizando o direcional da esquerda, facilitando a aniquilação de inimigos ao seu redor.

Com a jogabilidade sendo bem simples, o que deixa o jogo mais interessante é a sua dificuldade. Há uma grande diferença entre os modos "Difícil" e "Médio", por exemplo. Por experiência, não consegui passar do primeiro chefe do jogo no modo Difícil, tendo que trocar para o Médio com cerca de 20 minutos de jogo para tirar maior proveito do título (e conseguir escrever essa análise sem ter problemas com meu prazo). No final, a impressão que tive foi de que essa experiência de alguns minutos na dificuldade mais alta tenha tornado as coisas mais tranquilas no nível mediano.

O primeiro boss "tamanho família" da remasterização de Strider


Outro fator interessante é que, sempre depois de chefes ou subchefes, vêm os upgrades de algumas armas ou algum movimento novo, como o Slide ou Reflect Cypher. Já durante o desenrolar das fases, são encontrados upgrades para vida, energia e a distância que as Kunais podem atingir, dentre outros. Além de tudo isso, também é possível liberar extras fora do jogo principal. Logo de cara existe o modo Sobrevivência, em que Hiryu tem que sobreviver a uma horda de inimigos o máximo de tempo possível.

Já no modo Beacon Run, a ideia é ir alcançando checkpoints no menor tempo possível enquanto retalha e se desvia do que aparecer na sua frente. Também é possível encontrar diversas Skins diferentes para Hiryu, todas representando Striders que pereceram combatendo a ameaça de Grandmaster Meio. Infelizmente essas Skins apenas mudam as cores do uniforme do personagem, sem trazer qualquer alteração de status ou outra mudança drástica.



O visual de Strider são bem trabalhados, utilizando bem os efeitos de iluminação, digno de uma remasterização do primeiro jogo da série. Entretanto, como se trata de um jogo 2D com gráficos 3D, vez ou outra é possível se confundir, achando que elementos do cenário são interativos. Talvez com um pouco menos de destaque no fundo ou até se ele fosse um pouco mais escuro não teríamos esse pequeno problema.

Strider possui um mapa gigante e a navegação dele no menu é um pouco confusa, já que ele é separado por setores, não havendo ligação de um setor para outro e nem entre os nomes de cada área. O que ajuda, entretanto, é a possibilidade de ter uma visão geral do mapa, como um "mapa mundi", mas ainda assim, é ruim ficar entrando e saindo do mapa geral para o mapa mais detalhado para ver qual caminho leva para qual área.



Para quem não conhece Strider, a história pode parecer um pouco confusa ou complicada no começo, já que o jogo começa sem qualquer introdução à trama, às missões ou aos personagens. No decorrer do jogo, é possível coletar extras de artworks, fichas dos personagens e trechos da história, e é aí que se descobre as motivações de Hiryu. A trilha sonora mal é perceptível, o que é uma pena. Praticamente o que será ouvido durante o jogo todo é o som da Chypher fatiando os inimigos que o protagonista encontrar pelo caminho. Os efeitos sonoros ganham mais destaque que as músicas, o que fez com que nenhuma faixa se tornasse memorável durante minha jogatina.

A remasterização foi bem trabalhada, sendo o jogo recomendado para pessoas que gostam do gênero plataforma, com raciocínio e reflexos rápidos e principalmente para os fãs da série. Há de se convir que um ou outro detalhe poderia ser melhorado, mas para ressuscitar uma franquia que há mais de uma década não recebia um título sequer, pode-se dizer que a Double Helix e a Capcom fizeram um ótimo trabalho.

Prós

  • Visuais caprichados, com ótimos efeitos de iluminação;
  • Controles simples e fáceis de decorar;
  • Diversos upgrades e várias Skins disponíveis ao longo da história.

Contras

  • Elementos de fundo dos cenários causam confusão graças ao seu efeito 3D;
  • História pode parecer confusa em um primeiro contato com o jogo.
Strider - XBLA/X360 - Nota 8.0
Edição: Rodrigo Estevam
Revisão: José Carlos Alves
Capa: Douglas Fernandes
Guilherme Vargas Soares escreve para o Xbox Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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