Hands-on

Conferimos a magia e beleza do incrível Ori and the Blind Forest (XBO) na E3 2014

Entre os grandes jogos do Xbox One, encontramos o tímido Ori and the Blind Forest. Experimentamos o título na E3 2014 e podemos dizer que não há por que se esconder, Ori, você é incrível.

Mesmo com todo o potencial gráfico do Xbox One para grandes aventuras tridimensionais e campos de batalhas hiperlotados de soldados, tanques e explosões, o novo console da Microsoft se mostrou uma boa alternativa para jogos mais conceituais, que prezam pela simplicidade gráfica, porém imensa criatividade. Ori and the Blind Forest foi um dos mais icônicos exemplos desse tipo de jogo na E3 2014. Testá-lo foi uma maravilha, e aqui vão nossas impressões


Explorando o obscuro

Ori and the Blind Forest é um excelente jogo de plataforma, pelo que pudemos testar. Não trata-se de uma superação de desafios como no clássico Super Mario Bros. (NES) ou no recente Rayman Legends (Multi). Ori preza pela exploração de gigantescos cenários, repletos de detalhes e segredos, alcançando sempre novas áreas através de power-ups, como num Metroid ou Castlevania. E a semelhança com esses dois clássicos que "inventaram" o gênero metroidvania não fica apenas para o foco na exploração, mas também na atmosfera do jogo. Percorrer os ambientes fantásticos de Ori é como explorar um planeta novo em Metroid. A sensação de estar sozinho é forte, e a hostilidade dos adversários também fica bem evidente.

Em ação, Ori é lindo. O estilo artístico lembra muito Child of Light (Multi) por ser todo feito à mão e recheado de detalhes. Movimentar Ori também é muito fluido. Algumas vezes me peguei movendo a personagem por aí só para presenciar suas lindas animações. Os efeitos de luz provenientes dos ataques também são belos. Não que seja um jogo de ação, mas você provavelmente ficará dando tiros para o ar só para vê-los estourar em bonitos flashes de luz. A trilha sonora não dá para ser bem apreciada no meio do barulho da E3, mas o que o trailer nos mostrou aponta para um estilo cativante.

Aventure-se

A jogabilidade de Ori funciona bem. Não podemos dizer que é o game de plataforma mais preciso de todos, pois algumas vezes os controles me confundiram e não responderam bem. A falta de exatidão dos limites das plataformas talvez seja o motivo, mas, no geral, trata-se de uma jogabilidade suave. Inicialmente, temos poucas habilidades — apenas saltar e atirar projéteis luminosos teleguiados. Mas, com o passar dos desafios escondidos pelos cenários, vamos encontando power-ups novos. Ao obter o wall jump, pude alcançar novas áreas do cenário e dar seguimento à aventura.

É um estilo de progressão já conhecido, mas que funciona bem. Há alguns puzzles também, mas nada muito complicado. Em um deles, precisei coletar pedaços de uma pedra que funcionavam como chave para uma porta. Em outro, devia empurrar uma pedra para usá-la como plataforma. Não sabemos se este tipo de desafio vai entreter por toda a aventura, mas é de se esperar que o nível de exigência vá aumentando progressivamente.

Simpesmente Ori

Ori foi um dos jogos mais interessantes que pude apreciar. Simples? De fato. Criativo? Bastante. Quem curte os estilos consagrados de Metroid e Castlevania e quer experimentar um clima que fica entre a escuridão de Limbo (Multi) e a fantasia de A Viagem de Chihiro vai com certeza se interessar por Ori. Até o lançamento desse exclusivo de Xbox One, ficaremos ligado nas novidades. Ori and the Blind Forest promete!

Revisão e edição: Vitor Tibério
Capa: Felipe Araujo
Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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