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Análise: O inferno ficou ainda mais quente com a chegada de Diablo 3 (X360)

Não é nenhuma novidade relacionar ótimos trabalhos à Blizzard, uma das maiores desenvolvedoras de jogos do planeta e responsável por franq... (por André Sellare em 23/09/2013, via Xbox Blast)

Não é nenhuma novidade relacionar ótimos trabalhos à Blizzard, uma das maiores desenvolvedoras de jogos do planeta e responsável por franquias como StarCraft, WarCraft e Diablo. A empresa, conhecida pela dedicação que aplica em suas produções, aprontou mais uma: Diablo III é um primor de jogo e garantia de horas de diversão no seu console.


A guerra contra Diablo atravessa gerações

O clássico Diablo
Diablo é uma das franquias mais famosas da Blizzard, que foi criada em 1996 para computadores, e posteriormente, lançada para o PlayStation. Sendo assim, esta não é a primeira vez que Diablo é adaptado para videogames de mesa.

Nosso objetivo no primeiro jogo da série era acabar com o mal que assolava a pequena cidade de Tristam no controle de um dos três tipos de heróis: Guerreiro, Mago e Arqueira. O título se consolidava como o básico do RPG, mas mostrava algo de novo e interessante que foi muito bem explorado pela Blizzard: era um representação do gênero action RPG, isto é, uma mistura entre os famosos RPGs e os jogos de ação.

Já em Diablo II, a batalha contra o mal ficou mais séria e o mapa ainda maior! O mundo de Santuário ganhou mais detalhes, levando a trama para fora de Tristam. Aqui você derrota os demônios Diablo, Mephisto e Baal... Será?

Santuário em perigo

Diablo III é a continuação de Diablo II: Lord of Destruction. Para ser mais exato, a história se passa vinte anos após a derrota dos demônios Diablo, Mephisto e Baal. Por conta da queda de um cometa, que atinge exatamente o local onde o mal foi aprisionado, os heróis são convocados para mais uma vez colocar ordem e trazer paz às terras de Santuário.
O estilo continua o mesmo e pouca coisa mudou. Diablo sempre foi um action RPG, e a Blizzard parece apostar mais uma vez em seu estilo "matador", em que o jogador deve atravessar o universo de Santuário descendo porrada em qualquer forma demoníaca que aparecer, enquanto coleciona itens mágicos e, muitas vezes, raros.

Se na primeira versão tínhamos três tipos de personagens, agora são cinco: Bárbaro, Feiticeiro, Arcanista, Monge e Caçador de Demônios. São personagens bem elaborados, que trazem novas habilidades e armamentos ao universo de Diablo.

Para os saudosistas, temos a volta do Bárbaro, um dos personagens mais marcantes da série. Agora ele está mais velho, marcado por inúmeras cicatrizes e com algumas habilidades já conhecidas dos amantes da franquia da Blizzard.

O game pode ser jogado por quem nunca teve contato com a série, mas certamente vai cativar os veteranos de Santuário com o aparecimento de velhos conhecidos, e muitos deles, inimigos lendários.

Polimento impecável

É difícil acertar sempre, mas, para a Blizzard, isso parece não ser nada complicado. Logicamente, a versão para computadores está melhor graficamente, e até com um maior número de inimigos na tela. Porém, a versão para consoles não fica muito distante, pois é agradável em seus gráficos, e mesmo apresentando um número menor de inimigos, mas conta com adversários mais fortes. Sendo assim, a empresa trabalhou muito bem para deixar o jogo bem equilibrado.

Os cenários são repletos de detalhes, e para quem gosta de vasculhar tudo, será um prato cheio. Muitos dos objetos na tela podem ser destruídos: tocos de árvores, pilastras, mesas, bancos, paredes, portas, carroças e armários. Armadilhas não são novidade no universo de Diablo, mas neste jogo você poderá "tropeçar" em uma corda que acionará uma arapuca letal.

A tão temida mecânica de leilão da versão para PC não faz parte de Diablo III para os consoles. Sendo assim, não é preciso ficar online para jogar e você só poderá conquistar seus equipamentos matando monstros e visitando cada canto de Santuário. Aliás, tal decisão parece ter dado tão certo que a Blizzard retirou o sistema de leilão da versão para computadores, também.

Agora, sobre o polimento que foi dado ao jogo, deixo a cereja do bolo para o final: a localização de Diablo III é simplesmente fantástica. A atuação dos dubladores é excelente e as legendas estão perfeitas. É um primor poder contar com o conteúdo deste grande lançamento em nossa língua. O bom português utilizado no jogo pode ser melhor observado quando o jogador acha um livro com algum trecho da trama para ouvir.

RPG fácil e campeão

Já foi falado que a Blizzard acerta sempre que aposta em seu action RPG. Diablo III é ótimo para quem está começando neste tipo de jogo, pois não é complicado. Mas ao mesmo tempo cativa até mesmo os jogadores que adoram um RPG tradicional. Você só não vai gostar caso não curta sair andando e distribuindo porrada em seus inimigos. Mas quem não gosta?

Esqueça as complicações para distribuir pontos de habilidades para o seu personagem. Em Diablo III está tudo simplificado e feito de uma forma em que o que importa mesmo é descer o sarrafo nas criaturas infernais, e assim, conquistar mais pontos de experiência e novas armas.

Em muitos jogos tradicionais de RPG você tem uma única chance para escolher o caminho que será dado ao seu personagem, mas em Diablo III você poderá testar diversas habilidades sem precisar ficar arrependido da escolha que fez. Se não gostar de uma skill, basta trocar. E outra, nem é você que escolhe qual habilidade será destravada, mas pode usar qualquer uma que já esteja habilitada.

Como é comum em jogos deste tipo, é possível cravar pedras preciosas em armaduras, amuletos e armas. Estas pedras, que são descobertas aquando matamos monstros, são utilizadas para aumentar vitalidade, força, destreza e outros atributos. E novamente, caso não tenha gostado do resultado ou queira cravar a pedra em outro equipamento, basta trocar! É o famoso "lavou, tá novo".

Como nem tudo são flores em Santuário...

A Blizzard acertou em quase tudo. O multiplayer de Diablo III é fraco e não chega nem perto do multiplayer do título anterior, em que era possível fazer parte de clãs e travar lutas sangrentas contra outros jogadores na Battle.net. Agora você poderá jogar com até 4 amigos no mesmo console, utilizando a mesma tela, ou com amigos que estejam na rede com outro console, colocando como algo opcional a necessidade de compartilharem a tela.

Quando um amigo entra no jogo, este fica mais difícil,  se ajustando para balancear a trama. Se seu amigo não é lá grandes coisas jogando, você terá problemas! Enfim, faltou um multiplayer digno de Diablo III.

Vale livrar Santuário das garras de Diablo e seus demônios?

Vale, sim! Diablo III é um grande título e um dos maiores lançamentos de 2013. A trama é envolvente e se desenrolará através de muitas horas até que você salve Santuário do temido Diablo. E depois que terminar, ainda poderá continuar evoluindo seu personagem em diversos níveis de dificuldade. Falta um multiplayer melhor, mas é tanto jogo, que você ficará ocupado por muito tempo e talvez nem consiga se lamentar. Existe ainda a possibilidade de uma expansão, e sabemos que a Blizzard adora um conteúdo extra!

Prós

  • Jogabilidade facilitada;
  • Conteúdo em bom português;
  • Bons gráficos e som;
  • RPG descomplicado;
  • Aventura vasta em diversos níveis de dificuldade.

Contra

  • Multiplayer poderia ser bem melhor.
Diablo III - Xbox 360 - Nota: 9.0
Revisão: Samuel Coelho
Capa: Leonardo Correia
André Sellare trabalha na área desde 2002, quando se tornou responsável pelos servidores de jogos do Portal Terra, assumindo posteriormente a editoria do Terra Games, e hoje escrevendo para o Xbox Blast. Amante dos jogos desde cedo, iniciou seu “namoro” com um Intellivision, passou pelo Atari, “flertou” com um MSX e hoje vive casado com um Super Nintendo. Está no Facebook.

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