Blast from the Past

Relembre o Esquadrão Delta e suas épicas missões em defesa da república em Star Wars: Republic Commando (XB)

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante… ou não lá muito tempo atrás (2005) e nem lá muito distante também (aqui na Terra... (por Gustavo Dourado em 30/11/2013, via Xbox Blast)

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante… ou não lá muito tempo atrás (2005) e nem lá muito distante também (aqui na Terra mesmo), no mesmo ano de lançamento do clássico Star Wars: Battlefront 2 e do longa Star Wars III: A Vingança dos Sith, foi lançada uma das melhores experiências existentes com o nome da franquia: Star Wars: Republic Commando! Uma combinação divertida e bem feita de FPS (Firts Person Shooter) e ações táticas, sendo que este tinha um foco total nas Guerras Clônicas e nos clones.

Fugindo do comum

Como um FPS tático, o jogo nos oferecia alguns elementos diferenciados do que podemos estar acostumados a ver em outros jogos, sendo este o fator diferencial de grande destaque. Por colocar você no comando de um esquadrão, o jogo lhe faz construir táticas de ataque e defesa para que possa avançar na campanha.

O cenário possui algumas interações que podem ser utilizadas na ajuda da formação tática, como por exemplo, você pode ordenar a um de seus clones para que cubra a vanguarda com um rifle, enquanto pode executar uma das formações disponíveis no game, tais como reagrupar e formação ofensiva. Também é possível executar uma operação, como desativar uma máquina e ordenar que companheiros lhe cubram durante o processo, ou até mesmo ordenar para que um deles o faça. Quase que sem exceção alguma, todos os locais possuem algum ponto para interação, seja de seus companheiros, como parte da formação, ou sua.
Dependendo da situação, as ordens serão executadas sem questionamento.
Em alguns momentos, o jogo nos separa do esquadrão, fazendo assim com o jogador se visse sozinho na missão, ou seja, sem os outros membros. Da mesma forma, quando todos se separam, o jogador é obrigado a formar táticas que possam ser executadas com êxito individualmente, o que não é nada fácil.

O que se deu até aqui?

Durante a guerra contra os separatistas, a República se via em desvantagem contra o exército de droids e o extremo poder da Força que os Siths possuíam. Até que, diga-se por milagre, um exército de clones foi descoberto. Eles estavam sendo fabricado anos atrás pelos Kaminoanos em Tipoca, localizados no planeta Kamino, um planeta desconhecido pela república. E é a partir daí que se inicia a história de nossos quatro heróis do Esquadrão Delta, neste clássico da franquia: Star Wars: Republic Commando!
Temos de admitir: A capa é bem estilosa.
Passando-se entre o segundo e o terceiro filme da segunda trilogia (Star Wars II: O Ataque dos Clones e Star Wars III: A Vingança dos Sith), SW: Republic Commando nos coloca no comando do Esquadrão Delta (Delta Squad), um esquadrão formado por quatro clones destinado à operações especiais, fazendo parte do que seria mais conhecido como Republic Commando.

Commandos…?

Os Republic Commando eram a Elite dos clones, sendo estes treinados desde o início mais arduamente, de modo que fossem dados como os melhores clones possíveis. Eles recebiam missões especiais, geralmente focadas em infiltração, assalto e assassinato. A classe dos Commandos partiu da ideia de Jango Fett, o caçador de recompensas doador do DNA que gerou os clones para esquadrões de operações especiais, sendo que ele “previa” que seriam necessários. (E realmente foram).
É hora de entrar em cena!
O jogo nos coloca na pele de RC-01/138, mais conhecido como Delta-38 ou simplesmente Boss, para os mais íntimos. Nossa história vai, literalmente, desde a nascença até a primeira missão de Boss, juntamente com seus companheiros. Ao chegarmos no campo de batalha, encontramo-nos com nossos companheiros Scorch (62), Fixer (40) e Sev (07), estes que fazem parte do Esquadrão Delta de Republic Commandos, e CC-01/425, o operador das missões do esquadrão que só aparece via hologramas ou pelo comunicador acoplado no capacete. Mesmo em se tratando de clones, o jogo consegue fazer com que o jogador crie um carisma enorme para com cada um dos personagens, fazendo com que dessem tudo pelo esquadrão, até porque uma ótima tática e o trabalho em equipe, que se limitava aos comandos do jogador dados à CPU, é essencial para conseguir avançar.

Impressão minha ou todos eles têm cara de mau? (Ou triste)
Scorch (62) possui a armadura amarela e um amor (sim, amor) por explosões, tanto que ele mesmo vive dizendo isso durante a jogatina, além de ser o mais bem humorado e divertido do grupo. Fixer (40) possui a armadura com coloração verde. Preferia seguir os protocolos da maneira que foram impostos, sem questionamento, pois ele era o típico certinho do grupo, mas nunca deixava ninguém na mão. Uma das frases mais ditas por ele é: “Senhor, o protocolo diz que, antes de lhe ajudar devo eliminar todos os inimigos, se me permite!”, o que apenas comprova o que estou dizendo. Já Sev (07) é o franco atirador do grupo. Ele possui a armadura de coloração vermelha, uma voz facilmente destacável pelo tom, e um senso de humor brutal. Apenas pela voz, é possível identificar que ele é o mais durão do grupo, mas isso não significa que ele não possui humor.

Os vilões do game variam de carismáticos droids, aos mais variados aliens (que dariam uma bela lista), além dos já conhecidos MagnaGuards, robôs da guarda pessoal do General Sith, Grievous, que está presente no terceiro longa da segunda trilogia, Droidekas, que se destacam por sua forma de locomoção peculiar (viram uma espécie de roda), e até mesmo máquinas massivas e mortais como os Spider Droids, sendo estes droids realmente grandes e trabalhosos de destruir. Mas o jogador também conta com aliados, como os próprios Wookies, que o ajudarão no decorrer da fase em que estão presentes, além da aparição surpresa de alguns personagens icônicos da série.
Quando disse que Sev é "casca grossa", não estava brincando!

A “visão interior”

Algo interessantede se notar é: Já pensou como os clones veem dentro do capacete? Pois então, logo de cara a HUD (Heads Up Display), ou seja, o nosso visor, mostra-nos isso. Quando seu personagem coloca o capacete e o ativa, o display é ligado, fazendo aparecer seu escudo de energia, sua energia vital, o status de seus companheiros e o objetivo, além de providenciar comunicação com seu operador e algumas informações sobre o inimigo que está na mira. Também podemos notar que o capacete possui um belo formato de “T”, o qual observamos claramente por uma visão básica do lado de fora.

O capacete possui três modos diferentes de visão: o modo normal, que mostra apenas o status de sua equipe e de seu personagem, o modo de visão noturna, o qual é bastante utilizado nas fases escuras, e o modo tático, este que demonstra o nome de seus companheiros e algumas cores diferenciadas nas barras laterais que podem ajudar na formação de táticas para avançar. Um detalhe interessante, também presente no jogo, é o fato de que, quando o jogador atinge um inimigo em um combate a curta distância, o visor fica com o líquido vazado do inimigo morto, seja ele óleo ou sangue. Mas não se preocupe, caro leitor, pois o visor possui uma programação padrão de auto-limpeza!

Ao invés de uma carta, os Commandos possuem uma faca na manga.

Altos e baixos

A jogabilidade do jogo conseguiu ser um dos grandes destaques, até porque a sensação de urgência presente é constante, tanto que nos faz perceber que realmente estamos em uma guerra. Mas os cenários também não podem ficar de fora. Utilizando a Unreal Engine 2, da Epic Games, a LucasArts conseguiu fazer alguns dos locais mais lindos que se poderia ver em uma batalha intergaláctica, mas isso não significa que tenha ficado perfeito, pois, em alguns momentos, não era possível distinguir SW de DOOM 3!

O jogo se passa em três localizações diferentes: O planeta Geonosis, onde se inicia a Guerra dos Clones, a Prosecutor, um cruzador de batalha intergalático estonteantemente enorme e em apuros, e o planeta Kashyyyk, já conhecido pelos fãs por habitar os carismáticos Wookies (Chewbaca é um deles, caso não saiba)!

Mesmo com suas limitações, os cenários eram muito bem trabalhados e conseguiam ajudar na imersão ambiente, além do pequeno, mas belo arsenal que o game possui, contando com armas e granadas.

Sim, caro leitor, você conhece aquele baixinho.
A trilha sonora de Republic Commando é algo para se admirar. O game incorpora as composiçoes do filme, além dos efeitos sonoros também, o que não tira o próprio brilho, pois estas são tocadas no momento certo, além dos efeitos sonoros darem uma emoção a mais. Mas o game também possui seus próprios temas, os quais conseguem marcar de uma forma magnífica o jogador. Vale lembrar da ótima música “Clones”, da banda Ash, que faz uma ponta no encerramento no jogo e também possui um clipe dedicado a este.


Mesmo com todos os seus pontos positivos, SW: Republic Commando conseguiu pecar em algumas coisas. O modo multiplayer do jogo é uma destas coisas, pois não passou de apenas um mata-mata genérico, onde os jogadores trocavam tiros nos belos cenários dos jogo. Os modos disponíveis eram os clássicos Capture a Bandeira (Capture de Flag), Mata-mata (Deathmatch), Mata-mata em equipe (Team Deathmatch) e Assalto. Um outro fator negativo é o fato da campanha principal ser um tanto quanto curta, o que lhe faz ficar com com uma água na boca e um desejo, infelizmente, insaciável de “quero mais!”, além do número limitadíssimo de formações táticas disponíveis para utilizar.

Já acabou!?

Star Wars: Republic Commando conseguiu deixar sua marca na franquia pela sua jogabilidade, história e trilha sonora imersivas, mas infelizmente nem todos tiveram a chance de jogar. Mesmo com seus pontos negativos, como o modo mutilplayer ou a curta campanha, ainda é possível considerá-lo um dos melhores títulos da marca. Uma continuação para o jogo, titulada de Star Wars: Imperial Commando,  encontrava-se em seus estágios iniciais de desenvolvimento, tanto que teve até mesmo suas artes conceituais reveladas. Porém, em 2004, antes mesmo do lançamento do primeiro game, esta foi cancelada. Quem sabe em um futuro próximo, já que os direitos dos jogos da franquia se encontram com a Electronic Arts, a sequência seja finalmente lançada. Hoje o jogo se encontra disponível em lojas como a Steam ou a Xbox Live a um preço significantemente baixo, o que pode atrair alguns novos jogadores e trazer de volta os antigos.
Ainda há esperança!
E você, caro leitor, teve a oportunidade de jogar este título? O que achou?

Revisão: Jaime Ninice
Capa: Sybellyus Paiva

Gustavo Dourado é estudante do Ensino Médio e fissurado por tecnologia e games. Adora animações e quadrinhos japoneses, além de filmes de todas as partes do mundo. Ama RPGs, sejam eles de mesa ou digitais e desafia qualquer game que lhe desperta algum interesse.

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