Hands-on

Testamos Fable Legends na E3 2014: um mundo de fantasia para o Xbox One

Figurando entre as maiores novidades da Microsoft para o Xbox One, conferimos o que esse novo jogo da franquia Fable traz de novo.

Um dos grandes destaques do Xbox One na E3 2014 foi sem dúvidas Fable Legends. O mais novo capítulo da franquia de RPG de ação chega à nova geração com foco no multiplayer. Sem tanto destaque na exploração e diálogos típicos da franquia e do gênero em si, esse novo Fable acabou se tornando um jogo interessante para se testar na E3, pois, dividido em missões, tornava-se prático e rápido. No "lado verde da E3", não perdemos a chance de testar Fable Legends.

Entre heróis e vilões

O multiplayer de Fable Legends aparentemente seguiria o modelo padrão dos dungeon crawlers tridimensionais: junte-se a outros guerreiros para superar desafios em calabouços. No entanto, esse novo game da série introduziu um novo ingrediente à mistura: o vilão. Sim, ele não é mais apenas um obstáculo a ser superado, mas agora é uma das opções de jogo para um quinto jogador. Escolhendo o vilão, o jogador deve dar ordem aos inimigos, plantar armadilhas e fazer toda a organização dos desafios que os heróis deverão enfrentar. Seu objetivo, claramente, é fazer com que todos eles morram antes de chegar até o final do estágio.


Não havia muitas filas para jogar Fable Legends, então após uns minutos de espera, cinco jogadores eram selecionados para jogarem juntos. Um deles ficava num local à parte fazendo o papel de vilão, enquanto os outros quatro controlavam os heróis do jogo. Obviamente, queríamos muito ser o vilão para testar essa nova mecânica de jogo, mas acabamos exercendo a função de herói mesmo. Ainda assim, deu para ter uma clara ideia do que Fable Legends tem a oferecer.

Avante, equipe!

Em primeiro lugar, Fable Legends está lindo! Muito desse deslumbramento vem dos ainda indefinidos limites do poder técnico do Xbox One. Claramente, Legends não é aquele título da oitava geração que funcionaria perfeitamente na sétima. Os personagens têm animações muito belas, os efeitos de luz são soberbos nas magias e habilidades especiais, e as texturas não decepcionam na construção de belos cenários.


A personagem que escolhi usava um grande escudo e uma afiada espada. Era a típica classe de força bruta com foco no combate físico mesmo. Em vez dos quatro botões de ação (A, B, X e Y), usávamos o botões laterais para executar os comandos — como num FPS. Os analógicos serviam para movimentar o personagem e controlar a câmera, enquanto os botões de ação e o direcional digital ficavam com as funções de ativar magias e utilizar itens. No geral, a jogabilidade funciona suavemente, adequada muito bem ao controle do Xbox One.


A sensação de explorar calabouços com mais três amigos é incrível com o nível de beleza e fluidez do jogo. E agora que o vilão é uma pessoa e não uma mera inteligência artificial, você facilmente se pegará pensando "Ei, ele está me marcando, hein?" ou "Ok, preciso enganar esse cara". Dá para tentar sacar os trejeitos e padrões de comportamento do vilão e agir em cima disso. O tipo de multiplayer de Legends estimula esse tipo de batalha psicológica, ainda mais quando vilões e heróis não estão vendo as telas uns dos outros.

A lenda renasce

Se alguém estava descrente com a franquia, Fable Legends tem uma estratégia promissora. Não sabemos se o estilo vai manter o jogador entretido por muito tempo e também não tivemos acesso à customização de personagens para medir o nível de complexidade do RPG, mas a demonstração disponível foi bem divertida. Com certeza, o estilo assimétrico de multiplayer fará muito bem à jogatina em grupo. Se vale comprar o jogo, não dá para dizer ainda, mas experimentar o multiplayer de Fable Legends certamente deve estar na lista de afazeres dos donos de um Xbox One!

Revisão e edição: Alberto Canen
Capa: Daniel Silva
Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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