Blast Log

Alan Wake (X360) - Parte 4: A luz da verdade

A luz da música e da escrita se unem para mostrar a real face da escuridão em mais esta etapa da aventura de Alan Wake!

Muitos escritores já sofreram por sua obra, mas nenhum chegou aos pés do que Alan Wake já passou. Após ser perseguido pela polícia, tendo uma agente psicótico do FBI na sua cola, e arriscar a própria vida uma infinidade de vezes, Wake foi encontrado por algo muito pior: a própria escuridão que ganhou vida de sua escrita. Esta chegou a tal força que o derrubou de um precipício, direto para a água, onde afundou sem saber que fim levaria. Está na hora de descobrir, em mais este Blast Log, se aquele “pesadelo real” enfim encontraria uma resolução, ou se a quimera maldita estaria apenas começando.
Antes de ler, esteja certo de que já viu as partes anteriores!

Parte 1: Um pesadelo acordado
Parte 2: Tomados pela escuridão
Parte 3: Resgate sem refém 

Episódio 4: A Verdade (Parte 1/3)

Quem me dera...
Lembro-me de afundar na água, de ver um raio de luz, uma roupa de mergulhador e até um braço se esticando em minha direção. Depois disso, tudo se apagou. Eu não sei por quanto tempo fiquei atordoado até minhas pálpebras começarem a colaborar e cederem para alguns feixes de luz, ardendo-me a vista e deixando a imagem borrada. Eu via Alice, imaginei que estivéssemos nos encontrando, em vida ou em morte. Foi uma doce visão que não durou muito, já que a minha vista se acostumou com a luminosidade e logo vi o doutor Hartman se afastando de mim.

Ele dizia que teve de me sedar antes que eu tivesse outro surto, já que sou um paciente dele faz algum tempo, e o choque da morte de minha esposa engatilhou a minha esquizofrenia. Eu lembro disso, essa cena estava naquela página. Senti a tontura crescer, minha vista borrou e enfim despertei, sem ninguém no meu raio de visão. Levantei-me da cama e constatei que eu realmente estava em um quarto que parecia ser uma clínica. Fui até a porta e ela estava trancada. E aAssim ficou até Hartman adentrar, acompanhado por um segurança do tamanho de um gorila. Acho que meu soco anterior deixou ele receoso por falar comigo. Se ele soubesse como eu queria envolver seu pescoço com as minhas mãos…

O sujeito parecia amar
a própria voz.
Caminhei com Hartman pelo local enquanto ele explicava onde eu estava: Cauldron Lake Lodge, sua clínica de reabilitação especializada em artistas. Ele insistia que Alice estava morta e que isso causou minha insanidade, mas eu me recusava a acreditar. Infelizmente, ele tinha um ponto: eu me recusaria a ver a verdade se ela me machucasse, preferindo criar minha própria versão do “real”. Andamos até um observatório e pude ver o lago Cauldron Lake sem a ilha no meio. Realmente ela não existia. O que era imaginação e o que era real? Caminhei de volta para dentro do hospital, acompanhando Hartman, irritando-me com todo aquele discurso, cerrando os punhos com tanta força que sentia minhas unhas cortando a pele.

O doutor me mostrou o resto do local e, a cada pessoa que eu observava, mais certo de que aquilo tudo era loucura eu ficava. As pessoas ali eram completamente insanas. Falando em insanidades, reencontrei os irmãos Anderson, os dois idosos que vi pela primeira vez na lanchonete de Rose. Descobri que Tor e Odin Anderson tinham uma banda de heavy metal na década de setenta e oitenta chamada “Old Gods of Asgard”, e baseada nessa banda que eles trocaram seus nomes para os dos deuses nórdicos. Quando a banda acabou, ficaram morando em uma fazenda ali perto. Fiquei curioso sobre os motivos que os levaram a loucura e a ficarem ali. Será que esse é o preço da fama? Enlouquecer?

"É preciso ser louco para
entender a loucura."
Hartman me deixou a sós com os Anderson e vi Tor brincando com seu martelinho de brinquedo, perguntando-me se aquele era meu destino. Odin, contudo, disse algo que foi incrivelmente coerente: Hartman não pode entender a loucura do mundo como nós porque ele não é louco o suficiente, e é preciso ser louco para reconhecer a loucura. Sorri, até Tor me chamar de Zane, e depois de Tom. Thomas Zane. Ele também era um escritor. Será que ele esteve ali e ficou internado na clínica? Odin tirou uma página do bolso e me entregou, dizendo que guardou aquilo para mim. Abri e li.

A página narrava um dia de escrita para Zane, onde ele parecia estar intimidado pelo que criava. Ele teria desistido se o seu assistente, Emil, não o apoiasse. Eu nunca soube que Zane possuía um assistente, mas isso confirmava que o que eu imaginara não era minha loucura: Thomas existia, e as páginas também. Se bem que isso não era prova suficiente para provar alguém da escuridão que me seguia. Saí do recinto e subi em direção ao meu quarto, as sombras tomavam prematuramente o recinto por causa de uma tempestade que cobria os céus. Surpresa foi a minha, ao chegar no andar de cima e ver uma TV ligando sozinha com a minha imagem nela.

Por que não conseguia
escrever nada?!
Novamente eu conversava com a câmera, falando que estava preso na cabana há dias e tudo que conseguia me focar era na escrita, e que a minha editora ficava por perto sempre, mas não era o que parecia ser. Segundo o que a imagem dizia, uma presença negra tomou a aparência de uma mulher, e havia um buraco em seu peito no lugar onde deveria estar o coração. Corri para o meu quarto, atordoado, e andei até a máquina de escrever. Achei que poderia colocar meus pensamentos em ordem escrevendo, mas o simples vislumbre da página vazia me perturbava. Achei que fosse desmaiar quando ouvi barulhos no andar de baixo, e, tão logo, o segurança que devia me supervisionar desceu. Pelo barulho, eram os irmãos Anderson fazendo bagunça, e essa podia ser a minha chance de escapar dali.

Desci e vi uma enfermeira nocauteada, com Tor e Odin comemorando. Vi o martelo no chão e lembrei da página que encontrei no dia anterior, aquela que não fazia sentido; e que agora fazia. Peguei uma chave no chão e corri procurando o escritório do doutor, mas ouvi um barulho vindo detrás de uma das portas. Abri e encontrei Barry preso, ao visto, vítima de uma armadilha de Hartman. Segundo meu amigo, ele foi liberado pela delegacia por falta de provas e veio ao meu encontro. Se ele viu o que eu vi, então eu não estou louco, não é?

A vontade de puxar o
gatilho era imensa.
Abri a porta do escritório de Hartman e avistei uma pilha de folhas em cima de sua mesa. Ao me aproximar, constatei que eram páginas do meu manuscrito, todas que estavam comigo e até outras que eu nem sabia da existência. O doutor entrou em seguida, em passos leves, mas imediatamente tomei a arma que estava na mesa e apontei para ele, exigindo a verdade. Barry ficou tenso, e eu não o culpava; era um esforço descomunal para não puxar o gatilho. Pelo bem dele, pedi que saísse, pois eu tinha assuntos para resolver com aquele farsante.

Hartman estava claramente nervoso, ele parecia saber mais do que deveria, e parecia entender o poder daquelas páginas. Agora que me lembrei, o primeiro nome dele é Emil. Seria o mesmo Emil assistente de Thomas Zane? Isso só aumentou a minha vontade de atirar, mas senti um calafrio. A Presença Negra estava ali. Deixei o doutor de lado, correndo para fora da sala conforme um armário caía, deixando-o falando sozinho sobre como ele podia me ajudar a fazer grandes coisas. Fechei a porta com ele dentro e ouvi a escuridão avançando nele enquanto clamava por ajuda. Eu podia ter aberto e salvado sua vida, mas eu não o fiz. Eu sorri.
Exatamente como a página havia previsto.

Episódio 4: A Verdade (Parte 2/3)

Abrir uma porta nunca foi tão emocionante.
Agora que a Presença Negra havia se manifestado, não tinha para onde correr. A casa inteira estava tomada, os móveis levitavam e voavam em minha direção e eu corri para conseguir sair dali antes que as trevas me engolissem. Consegui sair com muito esforço, alcançando o portão apenas para Barry me dizer que não havia como passar por ali, que eu deveria dar a volta por um labirinto vegetal seguindo pela direita. Peguei a lanterna dele e me virei, vislumbrando a casa engolida pela escuridão. Tremi da cabeça aos pés com essa visão, só conseguindo voltar a correr quando lembrei que minha vida dependia disso.

Adentrei o labirinto com um pouco mais de confiança por estar com um revólver e uma lanterna, mas ainda assim estava nervoso. Usei a velha técnica de seguir a parede da direita para encontrar meu caminho, mas a coisas começaram a ficar ainda mais perturbadoras quando a escuridão tentou me encurralar em diversas passagens. Convenhamos, quando até os portões podem ganhar vida e tentar parar seu caminho, um labirinto é o último lugar que você vai querer estar.

O pior eram aqueles
pássaros ali em cima.
Em minha fuga, encontrei outros funcionários de Hartman, como o segurança brutamontes, todos possuídos pela escuridão. Esse, em particular, eu tive prazer em descarregar meu revólver. No caminho, encontrei outra página do meu manuscrito, essa que narrava como o doutor estava cuidando de mim com segundas intenções, interessado apenas na minha escrita, e como eu era o “paciente mais interessante que ele já havia visto… isto é, desde Tom”. Thomas Zane era bem real e Emil era mesmo o seu assistente. Tudo começava a fazer sentido.

Ao chegar do outro lado do labirinto, vi-me diante de Barry novamente, com outro portão entre nós. Olhei para trás e uma legião de Takens estava em meu encalce, então resolvi me focar neles enquanto o homem dava um jeito de abrir o portão. Gastei toda a munição que tinha, joguei sinalizadores que encontrei no caminho, torrei a bateria da lanterna. Eles se aproximavam, sentia sua respiração cada vez mais próxima, tremia. Eu não queria morrer ali, daquele jeito, por uma obra do acaso. Eu precisava sair, precisava salvar Alice. Ouvi um som metálico e o ranger do metal. Barry conseguiu.

Barry queria ir embora, mas
estava preso comigo nessa.
Tive dó dele...
Corremos para o carro e Barry começou a conduzir, implorando para seguirmos direto para fora daquela cidade insana, mas eu tinha outros planos: nós iríamos para a fazenda dos Anderson, outros afetados pela escuridão que me perseguiu. Talvez existisse alguma pista lá, sobre como isso funciona e sobre como combater as trevas - afinal, eles ainda estão vivos e bem. Bom, quase. Barry não gostou da ideia, chamou-me de louco, talvez eu seja mesmo. Só assim para chegar à conclusão de que Alice continua presa na escuridão, provavelmente no fundo do lago.

Minha teoria é de que o lago dá vida para a arte, mas a distorce para os seus próprios fins. Isso aconteceu com Thomas Zane e com os Anderson, e agora estava tentando usar meu manuscrito para dominar tudo. Tor e Odin pareciam saber como lidar com a situação, mas a loucura chegou num ponto muito alto neles, ainda mais com todos os remédios que Hartman enfiava goela abaixo neles. Eu precisava crer que havia uma resposta em sua fazenda, pois essa era minha única chance.

...e do carro também. Vimos
 a pedra tarde demais.
O problema era que o destino parecia não cooperar conosco. Um deslizamento na montanha ao lado da estrada fez com que uma pedra atingisse nosso carro, mandando-o girar ladeira abaixo. O impacto me deixou desnorteado e acordei apenas fora do carro, em umaárea superiora, enquanto Barry ficou mais embaixo - e mais próximo da fazenda. Preocupei-me que ele pudesse ter problemas com os Takens nos perseguindo mas, após algumas instruções, vi que ele ficaria bem. Estava se sentindo o Rambo, com luzes e lanternas ao invés de metralhadoras. Combinamos de nos encontrar na fazenda, e parti para lá.

Conforme caminhava pela trilha improvisada, fugia dos Takens por estar desarmado e dei a sorte de encontrar uma lanterna bem mais potente em um acampamento abandonado. Reunia as páginas conforme as encontrava, mas muitas não faziam o menor sentido. Foi pouco depois de encontrar uma delas que senti uma tontura, vi uma luz e, com ela, senti uma voz falando dentro da minha cabeça. Essa voz dizia que estava me entregando as páginas na melhor ordem possível, para que tudo se encaixasse. Tão logo ela foi embora e eu encontrei mais uma.

Ótimo, mais lugares
fechados.
Essa explicava o funcionamento da Presença Negra, mostrando que ela seguia à risca o roteiro do manuscrito, ao passo em que estava crescendo, ficando mais forte conforme o fazia. Se a história terminasse como o livro, as trevas, enfim, seriam livres. Isso era perturbador para mim, pois a precisão de cada palavra foi assustadora. Agora que parei para pensar, a voz que me avisou sobre isso era familiar, era como a do meu sonho. O mergulhador. Seria ele Thomas Zane? Bem, a escuridão estava usando a face de sua falecida Barbara, e ele me avisou naquele pesadelo na casa de Rose que tentaria me ajudar.

Encontrei uma espingarda e me perguntei se a luz também estava me presenteando com esse armamento oportuno que sempre encontrava em meus percursos, assim como as pinturas fotoluminescentes. Falando nelas, acabaram por me guiar até uma cabana de madeira, onde dois amigos acabaram brigando com um desfecho violento quando um deles se tornou um Taken. Enquanto eu procurava o tal amigo, Danny, uma das televisões ligou e novamente me vi na tela. Na imagem, eu havia constatado que a Presença Negra estava me fazendo escrever apenas para se expandir e libertar, e isso não traria Alice de volta. Por este motivo, eu me coloquei como personagem da trama, como protagonista, pois assim eu estaria acompanhando as trevas de perto e poderia encontrar um modo de exterminá-las.

Encontrei Danny e ele estava dominado por uma camada forte de escuridão. Não havia outra escolha senão apagar as luzes dele. Ou acender, no caso. De qualquer maneira, após salvar a vida do outro, achei justo pegar o seu carro emprestado para conseguir chegar logo na fazenda. Eu precisava ser rápido, Barry poderia estar precisando de mim. Pensar que eu mesmo me coloquei naquela situação estava me atormentando.
Eu preciso parar o que eu comecei. 

Episódio 4: A Verdade (Parte 3/3)

Aquilo é um... palco?!
Enfim, estava na fazenda. Larguei o carro do lado de fora de uma cerca de metal e pulei propriedade adentro, fugindo da quantidade colossal de Takens que me perseguia. Circundei a região e admito que fiquei chocado com uma visão, e não eram mais inimigos. Eu sabia que os irmãos Anderson eram roqueiros, mas não botei fé até ver um colossal palco na parte de trás da fazenda, totalmente adornado com raios e um dragão no topo. Bem, o que esperar dos Velhos Deuses de Asgard, não é?

Barry estava em cima do palco e vi alguns Takens andarem até ele, mas um raio que veio da tempestade que se formara acima de nossas cabeças caiu no gerador e ligou o palco, fazendo uma luz forte descer e incinerar os inimigos. Nisso, tivemos uma ideia: usar as luzes do palco para controlar a multidão e garantir a nossa sobrevivência. Barry aprovou a ideia, correndo para a mesa de controle enquanto eu ficava no centro do palco. Será que podia ficar melhor? Barry apertou o play da música.



Ao menos luz não faltava.
Se você tem problemas de auto-estima ou falta emoção na sua vida, experimente empunhar um rifle de caça, uma calibre doze, diversas granadas de luz e sinalizadores e combata dezenas de criaturas das trevas em cima de um palco, embaixo de um dragão, e ao som de heavy metal. Por um instante, eu esqueci do quão ferrado eu estava porque aquela situação era ferrada de uma forma boa. Eu sorria, e Barry cantava sem saber a letra. Pensando bem, essa foi a pior parte.

Com a conclusão do nosso show, fomos até o celeiro dos Anderson. Lá dentro, outra surpresa; os velhos tinham um barco. Um maldito barco viking. Esses dois não paravam de me surpreender. Subi para o segundo andar, onde poderia ter uma visão melhor do barco suspenso, mas lá encontrei uma página. Peguei e li, apenas para descobrir como Odin ganhou o tapa-olho: ele arrancou o próprio globo ocular, crente de que era o verdadeiro Odin da mitologia nórdica. Eu acharia que os velhos eram totalmente insanos, se a página não dissesse que a única água potável que eles tinham acesso na fazenda vinha direto de Cauldron Lake. Isso basicamente confirma a minha teoria: o lago é a fonte.

Barry parece ter gostado
de operar a pirotecnia.
Apertei um botão e o barco deslizou até a porta dos fundos do celeiro, forçando sua abertura. Desci as escadarias e fomos surpreendidos por mais Takens, então me dei ao trabalho de exterminá-los antes de seguir viagem. Os minutos seguintes foram cheios de combates, com as figuras possuídas e caminhos alternativos de se passar pelas estruturas da fazenda até chegar na casa principal, a morada dos velhos deuses, Valhalla.

O local estava um breu, tive de procurar a caixa de fusíveis, mas não pude deixar de notar a bateria e as guitarras espalhadas pela casa. Subi as escadarias e encontrei a central de força em um dos quartos, de forma inusitada. Ao ativá-la, a luz preencheu a casa e uma melodia começou a ressoar. Uma música mais calma dos Anderson. Seria essa a mensagem que eles deixaram para mim? Junto a Barry, começamos a procurar a fonte da música, e a encontramos na sala de estar. Agora, prestamos atenção na letra.



“E agora para ver o seu amor livre, você vai precisar da chave da cabana da bruxa, encontre a mulher da luz que enlouqueceu com a noite, é assim que se reescreve o destino.”

Valhalla, a terra dos deuses.
A criatividade deles me
assustava.
Mulher da luz… Cynthia Weaver. A mulher com a lâmpada, paranóica com a escuridão, que conheceu Thomas Zane e sua amada Barbara. Okay, tudo estava certo agora, claro como cristal. Eu precisava encontrá-la pela manhã, mas passaria a noite ali. Era mais seguro. Resolvi aproveitar que Barry encontrou algumas garrafas de bebida por ali e ficamos bêbados até dormir. Agora pensem: se meus sonhos são loucos quando estou lúcido, imagine bêbado.

Fui transportado para o dia em que Alice desapareceu, como um fantasma. Eu assistia a minha figura correndo até a minha amada, sabendo como essa história terminava. Vi-me pulando na água, e depois disso eu não sabia o que acontecia. Fiquei aguardando e então minha silhueta saiu da água, chorando, desesperado por não vê-la. Foi aí que Barbara Jagger - ou ao menos sua aparência - mostrou-se novamente, mandando-me olhar para a janela da cabana. Ela deu a entender que Alice estava lá dentro, então corri para vê-la.

Nunca mais bebo antes
de dormir.
Nada. Ela não estava lá. Meu outro ‘eu’ chegou logo em seguida, acompanhado pela Presença Negra, que me chamou de tolo por crer que ela estaria ali. Ela disse que Alice estava morta, mas que havia esperança, pois Cauldron Lake é um local de poderes misteriosos. Sem outra solução, eu aceitei, e ali passei uma semana escrevendo a história que a escuridão queria. Eu escrevi Departure, uma história sobre a libertação da escuridão, crente de que isso traria minha amada de volta. Contudo, consegui claridade o suficiente para me introduzir na história e colocar uma luz para vir me resgatar, interrompendo a minha escrita e me impedindo de escrever um final para aquela trama maldita.

Zane lutou por mim. Eu
devia a ele sua liberdade.
A luz era Thomas Zane. Ele surgiu para me resgatar antes que eu escrevesse que a escuridão tomou tudo e a todos. Aparecendo vestido de mergulhador, sua luz me deu proteção para sair da ilha e pegar o carro, fazendo-me dirigir para longe dali. Eu não estava em plenas condições, o que me levou ao acidente no qual acordei. Zane pegou as páginas e fugiu, atacado pela escuridão no processo, o que fez com que sua presença enfraquecesse. No fim das contas, a verdade era que eu fui o culpado por tudo. Mesmo dormindo, eu balbuciava: “Eu escrevi, a culpa é minha”.

Isso soou como uma confissão para o agente Nightingale, que me acordou ao engatilhar a sua arma, apontada para mim.

Isso conclui mais essa etapa do Blast Log de Alan Wake (X360). A verdade acabou por ser mais uma prisão do que uma libertação, mas ao menos ela iluminou o caminho que Alan precisa seguir para trazer de volta sua amada Alice e exterminar a Presença Negra. Mas de onde veio essa escuridão? Por que Thomas Zane foi o paciente zero dela? Parece que ainda existem segredos sem explicação nessa história, e teremos de descobrir juntos na próxima semana…
Revisão: Jaime Ninice
Capa: Wellington Aciole
Fellipe Camarossi é graduando em Ciências Contábeis e amante de uma boa discussão sobre videogames. Além de escrever para o Xbox Blast, também é redator nas revistas Nintendo World e EGW. Para elogios e críticas, pode encontrá-lo no Facebook ou Twitter.

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