10 anos de Crackdown

Terceiro título do mundo aberto mais destrutivo da Microsoft comemora os 10 anos da trilogia.

Um dos grandes exclusivos da Microsoft para 2017 é Crackdown 3 (XBO/PC), da Reagent Games. O terceiro título do jogo de tiro em terceira pessoa marca os 10 anos da trilogia, aniversário a ser comemorado no dia 20 de fevereiro. Então, que tal darmos uma volta pela futurística Pacific City e conhecer melhor o mundo de Crackdown?

Um GTA cyberpunk

Crackdown (X360) foi lançado em 2007 pela produtora Realtime Worlds, fundada pelo programador escocês David Jones. Jones é o criador do clássico puzzle de plataforma Lemmings (Amiga), da DMA Design em 1991, desenvolvedora que se tornaria a Rockstar em 2002. O programador também é o responsável pelo aclamado jogo de ação em mundo aberto Grand Theft Auto (GTA), de 1997.

Com um histórico desses, a influência de GTA em Crackdown é marcante. Primeiro jogo da Realtime Worlds, o exclusivo da Microsoft leva o jogador para o papel dos Agentes, policiais ciberneticamente modificados que atuam em Pacific City, uma metrópole no estilo cyberpunk, para desmantelar três sindicatos do crime organizado: Los Muertos, Volk e Shai-Gen.


A jogabilidade de Crackdown é muito próxima ao que vemos no sucesso da Rockstar. Um game de história não-linear em mundo aberto, em que os jogadores escolhem as missões que desejam cumprir e a forma como estas serão realizadas, não seguindo necessariamente uma ordem obrigatória de fatos e acontecimentos.

A entrada da Ruffian Games

Em 2010, veio a sequência Crackdown 2 (X360), agora sob o comando da Ruffian Games. A produtora britânica é formada por antigos membros das desenvolvedoras Realtime Worlds e Xen Studios. Contudo, o programador e criador de Crackdown, David Jones, não fez parte do desenvolvimento do então novo título.

Crackdown 2 trouxe de volta toda a destruição em massa do jogo anterior em uma história que se passa 10 anos depois dos eventos de Crackdown. Nele, a cientista Catalina Thorne é expulsa da Agência por fazer experimentos não autorizados. Com a vida e a carreira arruinadas, ela decide se vingar da organização infectando com um vírus mutante os novos clones do programa Agentes.


As novidades de Crackdown 2 ficaram por conta de um novo sistema de upgrade de personagens, armas e inimigos inéditos, multiplayer competitivo, novas opções de personagens e modo cooperativo de até quatro pessoas.

Quebrando tudo na nova geração

Agora, sete anos depois da última aventura dos Agentes na caótica Pacific City (que de pacífica só tem o nome), a Microsoft promete um Crackdown 3 com mais destruição e liberdade de escolha. Mesclando uma estética cartunesca e tridimensional, em Crackdown 3 você terá, além da campanha single player, os modos cooperativo e multiplayer, que irão possibilitar muito caos nas ruas e uma experiência imersiva em mundo aberto.


O novo jogo prometido para este ano é desenvolvido pela produtora Reagent Games, fundada e dirigida pelo próprio David Jones, que retorna a trilogia cyberpunk do Xbox. Um exclusivo de sucesso que volta às mãos de seu criador, Crackdown 3 tem potencial para surpreender e marcar presença nos exclusivos do console de Bill Gates para 2017.

Revisão: Bruno Alves
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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