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Análise: Rush: A Disney-Pixar Adventure (XBO/PC) é um passeio pelos sonhos de infância

Clássico do Kinect retorna repaginado para a nova geração do Xbox.

Depois do anúncio da descontinuidade do Kinect, a Microsoft tem lançado novas versões de jogos clássicos do sensor de movimentos, bem como pacotes de jogos compatíveis com o acessório para os jogadores que desejam adquirir os últimos games dedicados ao segmento. No meio desta avalanche de remasterizações, edições completas e bundles para Kinect, o jogo de plataforma 3D Rush: A Disney-Pixar Adventure (XBO/PC), da Asobo Studio, é a experiência completa para os fãs do sensor de movimentos.

O mundo mágico da Walt Disney

O exclusivo Rush: A Disney-Pixar Adventure é a versão remasterizada do jogo original Kinect Rush: A Disney-Pixar Adventure (X360), lançado em 2012. O game de plataforma tridimensional coloca o jogador como protagonista de seis histórias baseadas nas animações da Disney-Pixar.

Os filmes presentes são a trilogia Toy Story (John Lasseter, 1995), Toy Story 2 (John Lasseter; Ash Brannon, 1999) e Toy Story 3 (Lee Unkrich, 2010); Os Incríveis (Brad Bird, 2004); Ratatouille (Brad Bird; Jan Pinkava, 2007); Up: Altas Aventuras (Pete Docter; Bob Peterson, 2009); a então duologia Carros (John Lasseter; Joe Ranft, 2006) e Carros 2 (John Lasseter, Brad Lewis, 2011) e o lançamento Procurando Dory (Andrew Stanton; Angus MacLane, 2016).


Jogando como uma criança, o gamer faz parte de uma excursão escolar a um parque temático das animações da Disney-Pixar, no qual há várias atrações baseadas nos seis universos disponíveis: Toy Story, Os Incríveis, Ratatouille, Up: Altas Aventuras, Carros e Procurando Nemo (Andrew Stanton; Lee Unkrich, 2003).

No parque, o jogador pode conhecer outras crianças e fazer amizades enquanto participa de diferentes brincadeiras dentro das animações do estúdio cinematográfico estadunidense. O mais divertido é o design de narrativa que não coloca as missões do jogo como parte das atrações do local, mas como histórias imaginadas pelas próprias crianças.


Por exemplo, em vez do gamer entrar nos brinquedos de Carros e o gameplay de Rush: A Disney-Pixar Adventure ser o jogador participando da atração temática; o jogo coloca o protagonista e um amigo do parque imaginando uma história dentro do universo do filme escolhido, assim as missões se desenrolam na imaginação das crianças, que narram os eventos da campanha.

Seja o que você sonhou

A jogabilidade em plataforma 3D de Rush: A Disney-Pixar Adventure privilegia a riqueza visual do parque temático e insere o jogador dentro do mundo das animações clássicas e icônicas do estúdio. Antes do gamer se aventurar pelo mundo semiaberto, o jogo oferece a opção de criação de personagem, no qual o jogador pode optar pela personalização de sua criança ou usar o modo padrão, um personagem criado pelo próprio game.


Dentre as opções de personalização estão penteados, formato de rosto e olhos, camisetas e calças, bem como acessórios como óculos e outros itens. Junto a tudo isto está a opção por cores distintas para cada peça de vestuário. O game também permite a mudança de visual a qualquer momento, então o jogador tem a liberdade de trocar de roupa, acessórios ou mesmo formato das feições na hora que desejar.

A criação de personagem não serve unicamente para a criança que o jogador utilizará como protagonista da história do parque, mas as cores e principais características do personagem são usados para customizar o protagonista dentro dos universos Disney-Pixar.


Por exemplo, quando o gamer escolhe cumprir a campanha de Toy Story, seu personagem se transforma em um brinquedo com os principais traços da criança criada pelo jogador, dando ao personagem um toque pessoal único. A única atração que não possui essa mecânica é o brinquedo de Procurando Dory, no qual o gamer joga sempre com um dos personagens do filme.

Apesar de toda imersão proporcionada pelo protagonista ser o próprio jogador, algo que falta ao personagem é voz. A criança/herói não fala ou se expressa em nenhum momento e, às vezes, isso torna os eventos sem emoção ou empatia. Seria melhor que o personagem do jogador falasse ou se comunicasse através de gestos com as outras crianças do parque. Compartilhando suas ideias de aventura, em vez de ficar apenas ouvindo a todos.


O clássico dentro do inovador

Como uma remasterização, Rush: A Disney-Pixar Adventure possui a mesma interface do antecessor, bem como reprisa campanhas, cenários e personagens marcantes do jogo original, contudo com o visual e a jogabilidade da nova geração.

Anteriormente, o game era compatível unicamente com o Kinect, mas, nesta nova versão, o jogador pode se divertir usando o Kinect ou o controle remoto, trazendo o jogo para mais perto daqueles que não possuem o sensor de movimentos.


Os novos gráficos estão muito mais brilhantes, com cores intensas, sombras bem colocadas e melhores efeitos de fumaça, fogo e gases. A diferença visual é notável e mostra que Rush: A Disney-Pixar Adventure soube deixar ainda mais bonito aquilo que já era belo. Os cenários estão lindos e ricos em detalhes.

O novo mundo de Procurando Dory, por exemplo, é o ambiente mais maravilhoso do game. Repleto da beleza do oceano e com inúmeras espécies de peixes e flora marinha, o cenário exibe as formas de vida em diversos tamanhos, formatos e cores.


Além dos gráficos melhorados, a dublagem clássica das animações retorna com um trabalho muito bem feito das vozes dos filmes também inseridas nos personagens do game. Uma maneira a mais de imergir o jogador no mundo mágico da Walt Disney.

Através das missões de história dentro dos seis universos Disney-Pixar, o jogador encontra personagens icônicos como Woody, Buzz Lightyear, Dory, Relâmpago McQueen, Finn McMissil, Carl Fredricksen, Violeta, Flecha, Remy, Emile, entre outros.


Cumprindo as campanhas de cada animação, o gamer desbloqueia diferentes habilidades, caminhos secretos e novos personagens jogáveis. A campanha de cada animação possui as mesmas missões, porém com a conquista de diferentes poderes, os personagens podem descobrir outras rotas para cumprir os objetivos, que também variam de acordo com a progressão do jogador.

O gameplay em um formato de uma missão aparentemente linear, mas que aos poucos vai liberando novas rotas e maneiras de conquistar objetivos torna Rush: A Disney-Pixar Adventure um excelente jogo com fator replay. Pois por mais que o jogador complete uma fase, sempre há segredos a serem descobertos em novas partidas.


O legado do Kinect no futuro do Xbox

Rush: A Disney-Pixar Adventure mostra que a Microsoft fez um excelente trabalho em remasterizar um dos jogos mais icônicos para Kinect também para os futuros consoles da família Xbox, como o recém-lançado Xbox One X. Ao trazer de volta os games do sensor de movimentos, a empresa revive os anos de ouro do Kinect, bem como torna jogável os títulos para aqueles que não tiveram contato com o periférico. Rush: A Disney-Pixar Adventure é um clássico em nova versão e uma viagem para a infância dos jogadores.

Prós

  • Alto fator replay;
  • Acréscimo do universo de Procurando Nemo;
  • Dublagem clássicas das animações Disney-Pixar;
  • Criação e personalização de personagem;
  • Gráficos remasterizados belíssimos;
  • Missões divertidas e nostálgicas;
  • Personagem criado é parte integrante das histórias do jogo;
  • Várias campanhas baseadas nas animações Disney-Pixar.

Contras

  • Protagonista não interage sonora ou gestualmente com outros personagens.
Rush: A Disney-Pixar Adventure — XBO/PC — Nota: 10.0
Versão usada para análise: XBO
 Revisão: Bruno Alves
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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