Analógico

#QuantumBreak1stAnniversary: Quantum Break (XBO/PC) e as teorias de física quântica — Universos Paralelos

Entenda a ciência de Quantum Break.

Após entendermos o que é a física quântica e sua tese sobre a viagem no tempo, bem como a Teoria do Gato de Schrödinger, nesta parte do nosso especial sobre as teses quânticas presentes no jogo de ficção científica de tiro em terceira pessoa Quantum Break (XBO/PC), da Remedy, conheceremos a Teoria dos Universos Paralelos, hipótese da mecânica quântica que dá continuidade ao pensamento do físico teórico austríaco Erwin Schrödinger.
ALERTA DE SPOILER!
O texto a seguir possui spoilers da história de Quantum Break.

Infinitos mundos

Também conhecida como Multiverso ou Teoria dos Muitos Mundos, a Teoria dos Universos Paralelos surgiu pela primeira vez em 1935 através da Teoria do Gato de Schrödinger. No experimento mental, Schrödinger sugere a existência de duas realidades para o gato: uma em que o animal fica vivo e outra em que o animal morre.


Considerado um paradoxo, o enigma de Schrödinger levou o físico estadunidense Hugh Everett III a tentar solucionar o problema. Em 1956, ele propôs em sua tese do doutorado em física, intitulada Ondas Mecânicas Sem Probabilidade, que a matemática da física quântica sobre os resultados de um sistema era real. Everett afirmou que todas as versões alternativas do mundo existem no estado universal de sobreposição quântica, o qual origina infinitos universos paralelos baseados em uma função estado para todo universo.

Em Quantum Break, a função estado do universo do jogo é a ruptura do tempo, ocorrida em 9 de outubro de 2016 na cidade Riverport. Esse é o evento que desencadeia as múltiplas linhas temporais com diferentes resultados, ou seja, todas as escolhas do antagonista Paul Serene nos pontos de bifurcação existem no estado de sobreposição quântica e são reais em infinitos universos paralelos.


Na prática, isso significa, por exemplo, que na Bifurcação 2: Pessoal/Negócios, embora o jogador opte por seguir o caminho pessoal e converse com Jack Joyce em nome da amizade de infância entre os dois, existe um mundo paralelo no qual Paul escolheu os negócios e deu mais importância ao seu papel como presidente da Monarch Solutions do que ao antigo amigo. Deste modo, as escolhas de Paul dão origem a múltiplos universos com caminhos e resultados diferentes.

O poder da Síndrome de Cronum

Assim como o Princípio da Incerteza de Heisenberg e a Teoria do Gato de Schrödinger, a Teoria dos Universos Paralelos está intimamente ligada ao vilão Paul Serene. O personagem é o centro das teses de física quântica do jogo devido ao fato de ele ser afligido pela Síndrome de Cronum, uma doença temporal que lhe deu a habilidade de ver o futuro.


Inicialmente, quando ocorreu a ruptura do tempo na Universidade de Riverport, Paul havia adquirido os mesmos poderes de manipulação do tempo que Jack Joyce. Contudo, ao ser atingido novamente por raios cronum em consequência da abertura acidental da medida de resposta, ou RCC, o antagonista contraiu a Síndrome de Cronum, resultado dessa exposição excessiva as partículas subatômicas.

Os poderes da Síndrome de Cronum permitem ao personagem visualizar os mundos paralelos a que cada escolha levará, um cenário onde toda vez que Paul escolhe um caminho, ele cria novas linhas temporais em outros mundos. No livro Quantum Break: Estado Zero, o antagonista explica que as opções disponíveis nas bifurcações temporais são resultado de seu esforço em se concentrar nas principais linhas de tempo.


Fenômeno quântico

Quantum Break expõe a Teoria dos Universos Paralelos de maneira muito discreta, porém ela se relaciona não apenas com Paul Serene, mas também com os Deslocadores e Martin Hatch. A hipótese da existência de infinitos mundos alternativos impacta diretamente a vida do vilão, bem como implica em outra tese científica presente no jogo: a Teoria das Cordas.

Revisão: Bruno Alves
Karen K. Kremer é mestre jedi em história pela UEPG e game designer pela Universidade Positivo. Viajante do tempo e cinéfila, considera Quantum Break uma obra-prima. Cresceu fazendo Meteoro de Pégasos e jogando videogame. Apaixonada por literatura, ilustração e dinossauros. Diz a lenda que com um bat-sinal no Twitter ou DeviantArt ela aparece.

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