Hands-on

Ave, César! Aqueles que vão jogar o saúdam! Testamos o incrível Ryse: Son of Rome (XBO)

Ah, a Roma Antiga... para um jogador de videogames, poucos períodos históricos poderiam ser mais promissores. Afinal, era um tempo em que ... (por Thomas Schulze em 04/11/2013, via Xbox Blast)

Ah, a Roma Antiga... para um jogador de videogames, poucos períodos históricos poderiam ser mais promissores. Afinal, era um tempo em que gladiadores nadavam em rios de sangue dentro do Coliseu enquanto legiões marchavam por territórios inóspitos enfrentando bárbaros e todos os perigos do mundo selvagem.

Se pararmos para pensar, até que estava demorando para alguém perceber que esse cenário renderia um jogo de ação (para o bem dessa coluna e dos leitores, vamos fingir que Spartacus Legends nunca foi lançado, ok?). Pois é, estava, pois Ryse: Son of Rome, o mais novo jogo da Crytek e uma exclusividade do Xbox One está chegando para nos transportar de volta a esse tempo fascinante. Então vista sua armadura e empunhe a espada, pois Ryse irá nos levar direto à Roma!

Quando em Roma, faça como os romanos

Até o redator entrou no clima
e vestiu o capacete!
O estande da Microsoft na Brasil Game Show 2013 já deixava bem clara a importância de Ryse para a companhia: todos que entravam no estande recebiam um capacete de legionário (de papelão, que fique claro), a trilha sonora do filme Gladiador frequentemente embalava a área de jogo, e vários promotores estavam fantasiados de soldados e posavam para fotos junto aos fãs. Ou seja, não havia melhor cenário para testar o mais novo épico dos videogames.

Ryse irá contar a história do general Marius Titus, desde a infância até o seu período liderando o exército romano, no que promete ser “uma épica história de vingança ao longo de toda uma vida”. É claro que nesse hands-on não pudemos experimentar nada dessa promissora história, ou sequer experimentar os comandos de voz do Kinect devido ao altíssimo som ambiente do estande. Mas nós pudemos experimentar o combate e, meu caro leitor, pode acreditar que ele já faz o jogo valer a pena por conta própria.

Marius faz cara feia, mas os gráficos estão lindos!

Bem-vindo ao Coliseu

Logo nos primeiros segundos de teste já levei um susto ao constatar que aquilo que parecia ser apenas uma sequência animada em computação gráfica era, na verdade, o próprio jogo rolando. Ainda deslumbrado, antes que eu pudesse perceber que o jogo tinha começado, fui cercado por alguns gladiadores que rapidamente deram fim à minha vida em uma luta patética. Ok, parece que Ryse não perdoa os desatentos, e um pouco de desafio sempre cai bem.

Na próxima tentativa já me saí bem melhor, descobrindo como rolar pelo chão em movimentos de esquiva, como utilizar meu escudo para aplicar contra-ataques devastadores e, mais importante, como furar a defesa inimiga em finalizações brutais com direito a uma animação caprichada que nos deixa sentir todo o impacto da lâmina perfurando a carne dos oponentes.

Para um fase tão curta situada em um ambiente fechado, até que havia bastante variedade: entre dezenas de gladiadores inimigos querendo arrancar a cabeça do meu personagem era preciso cumprir objetivos como destruir estruturas da arena e escapar de armadilhas ardilosas, tudo em um ritmo bem intenso e empolgante.


O melhor da feira

Se você estava procurando um game para mostrar aos amigos e tirar onda com o poder de processamento do Xbox One, com certeza Ryse é a melhor pedida. Em dois dias de cobertura na BGS 2013 pude testar praticamente todos os jogos disponíveis nos estandes da Microsoft e da Sony, então me sinto confortável para afirmar sem medo que Ryse era o jogo mais impressionante da Brasil Game Show 2013.

Pelo que pude ver na demonstração disponibilizada, Ryse tem tudo para ser não apenas o maior destaque dessa primeira leva de jogos do Xbox One, mas também um dos melhores jogos desse final de ano.

Agora falta bem pouco para o jogo ser lançado, e eu mal posso esperar para que 22 de novembro chegue e eu possa continuar meus combates do Coliseu. E vocês, também estão animados?





Revisão: José Carlos Alves
Capa: Diego Migueis
Thomas Schulze escreve para o Xbox Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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