Testamos o Kinect do Xbox One: confira o que achamos do novo Olho de Thundera da Microsoft

Entre as novas tecnologias de captura de movimentos do jogador que se popularizaram nessa sétima geração de videogames, o Kinect foi, sem ... (por Rafael Neves em 18/07/2013, via Xbox Blast)

Entre as novas tecnologias de captura de movimentos do jogador que se popularizaram nessa sétima geração de videogames, o Kinect foi, sem dúvida, a mais complexa. Embora não tenha alcançado o apelo do Wiimote, o olho-que-tudo-vê da Microsoft conquistou muitos jogadores casuais. Sua importância para o Xbox 360 foi tanta que a empresa resolveu aprimorá-lo e trazer um novo Kinect já incluso no Xbox One, mesmo que ao custo de um aumento no preço do console. Na E3, pudemos suar o corpo na frente do novo periférico e descobrir se valerá a pena tê-lo como diferencial em relação ao PS4 e se será capaz de melhorar as experiências hardcore do console também. Saiba o que achamos nesse hands-on, ou melhor, body-on.


Kinect e Xbox "One"ificados

O novo Kinect estará ligado umbilicalmente ao Xbox One, de uma forma que os benefícios da relação sejam ainda maiores do que os vistos na geração anterior. O Kinect agora poderá acionar o seu Xbox por comando de voz - para isso, o periférico ficará ouvindo tudo mesmo quando o console estiver desligado -, e as suas aprimoradas capacidades de leitura de movimentos integrarão os gestos do jogador à navegação pelos menus do sistema. É claro que, embora essa vigilância constante pareça exagerada ao ponto de parecer invasiva, há muito controle de privacidade, então não ache que o que quer que você vá fazer no sofá será enviado à Microsoft. A nova câmera também vai facilitar a utilização do Skype e a leitura de códigos QR. A integração é tanta que o acessório será extritamente necessário (pra não dizer obrigatório) para utilizar o Xbox One.

Para que isso se tornasse realidade, muitas melhorias foram feitas na tecnologia do novo Kinect. Além de um microfone superior, a câmera agora trabalha com 2 gigabits por segundo e tem maior abrangência, resolução de 1080p e capacidade de calcular a distância entre os objetos. Agora, para que tanta coisa? Será que isso justifica os cem dólares que separam a arma secreta da Microsoft do PS4?


Embora próximos, os estandes da Microsoft e Sony estavam em rivalidade, e o novo Kinect era um dos maiores assuntos a respeito

3... 2... 1... Testando!

E colocamos o novo Kinect à prova na E3. O lugar onde experimentávamos o acessório era um lar de tranquilidade no estande da Microsoft, um paraíso bucólico em meio à versões jogáveis de games violentos com o novo Killer Instinct. A empresa montou uma típica sala de estar, mostrando o potencial para jogos casuais, na qual uma televisão com o Xbox One e o novo Kinect estavam no centro. Muita gente ia até lá para se deixar ser lido pelo novo periférico, e era incrível como o Kinect conseguia captar a presença de muitas pessoas simultâneamente - preparem-se para Just Dance: Flashmob.

Ficou claro o potencial tecnológico desse novo Kinect
Havia vários esquemas de captação dos movimentos, cada um demonstrava uma capacidade diferente do novo Kinect. Além de criar um modelo em 3D do ambiente em que ele se encontra, ele "seciona" nosso corpo nas articulações, de modo a criar mais realidade na representação. Também existe um sistema que reconhece que parte do corpo esta fazendo força, seja para apoio ou na contração de um músculo. Outro modo transforma nossos corpos em polígonos (quadriláteros, pra ser mais preciso) para utilizar os eixos X, Y e Z para usar na orientação. As nossas impressões foram muito positivas. O novo Kinect é capaz de captar até o movimento dos dedos e até mesmo calcular os batimentos cardiácos. Para quem gostou do primeiro Kinect, as melhorias dessa nova versão parecem justificar a não retrocompatibilidade entre os acessórios.

Os vários esquemas de reprodução das imagens mostravam a diversidade de detalhes captados pela câmera do novo Kinect

De olho em você

O novo Kinect é peça chave
do Xbox One. Indissolúveis
A questão é: valerá a pena? Bom, o Xbox One será lançado em novembro com o novo Kinect incluso, então apenas lá poderemos atribuir um veredicto. Mas, enquanto esse aguardado momento não chega, podemos dizer que a nova versão desse acessório já histórico pode, sim, ser mais do que uma maneira melhor de jogar Just Dance e Dance Central. Por exemplo, a captura de gestos dos dedos poderá aumentar a quantidade de comandos, o que dá mais conforto a adaptações de experiências hardcore. 

Outro ponto interessante é que, diferentemente do PlayStation Eye, o novo Kinect será obrigatório para donos de Xbox One. Dessa forma, o número de donos do acessório crescerá muito em relação à versão anterior e facilitará o lançamento de games que aproveitam a tecnologia. Em suma, o novo Kinect preca de títulos que o explorem bem para justificar o aumento no preço proporcionado por sua inclusão em todos os pacotes do novo console da Microsoft. Felizmente, há motivos para acreditar em experiências de jogo profunda com a utilização desse verdadeiro Olho de Thundera.

Colaboração e revisão: José Carlos Alves
Capa: Felipe Araujo
Rafael Neves é quadrinista e estudante de medicina da UFBA. Jogos fizeram parte dessa vida desde os seus primeiros anos, embalando muitos dos mais fortes laços de amizade e histórias de vida. E esse legado desembocam nas matérias que escreve aqui no Blast e em sua HQ, The Legend of Link.

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